Wyllys defende comunicação pública ao assumir frente parlamentar

Segundo deputado do Psol, prioridades serão tocadas "num contexto em que as regras do jogo democrático foram rompidas por um golpe de Estado e por um ambiente de ódio agressivo"

Jean Wyllys
Jean Wyllys (Foto: Leonardo Attuch)


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Da Rede Brasil Atual Em cerimônia realizada na tarde de hoje (23), a deputada federal Luiza Erundina (Psol-SP) transmitiu a coordenação da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular (Frentecom) ao deputado Jean Wyllys (Psol-RJ).

A parlamentar paulista, candidata à prefeitura de São Paulo, ressaltou a importância de a frente ser coordenada por um “jovem parlamentar que tem presença nas mídias sociais”. Ela destacou também a necessidade de o colegiado se consolidar, “num dos mais graves momentos de crise multifacetada da história do nosso país”.

Ao assumir a frente, Jean Wyllys disse que, entre as prioridades de sua gestão, está a “defesa intransigente da comunicação pública, fazendo distinção entre comunicação pública e comunicação institucional”. O parlamentar citou a passagem de Eduardo Cunha pela presidência da Câmara como um exemplo de como não deve ser o tratamento da comunicação num parlamento.

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“Sob a gestão dele, os veículos de comunicação da Câmara se transformaram em veículos de comunicação institucional a serviço dele e de seus interesses.” Wyllys propõe a substituição da figura do secretário de Comunicação da Câmara, cargo criado por Eduardo Cunha, por um conselho formado por deputados de todos os partidos e tendências da Casa. Cunha não apenas criou o cargo como nomeou o aliado Cleber Verde (PRB-MA) para o cargo.

“Durante a gestão de Cleber Verde vimos uma censura imposta a parlamentares de partidos progressistas ou se que se opunham ao golpe parlamentar travestido de impeachment da presidenta Dilma Rousseff”, disse Wyllys.

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Segundo o novo coordenador da Frentecom, as prioridades serão “tocadas num contexto em que as regras do jogo democrático foram rompidas por um golpe de Estado que está em vias de conclusão, por um aumento da anti-intelectualidade nesta Casa, por um ambiente de ódio agressivo que não permite o avanço legislativo para ampliar direitos, direitos humanos principalmente”.

Ele propõe diálogo com outras frentes, como a Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos e a Frente Parlamentar  Mista pela Cidadania LGBT. “Os membros dessas frentes são praticamente os mesmos. De 513 deputados, eu diria que 100, sendo otimista, dividem-se entre as frentes progressistas que buscam ampliar direitos na Casa”, disse Wyllys.

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Ele afirma pretender também levar para o diálogo outros atores da sociedade civil não organizados em instituições, mas que são ativistas pelo direito à comunicação e pela liberdade de expressão. Como novo coordenador da frente, o deputado do Psol defendeu como essencial da luta do colegiado a defesa de uma internet livre, aberta e neutra.

E também “combater a perseguição aos blogueiros progressistas e aos ativistas de comunicação”. “Isso está em curso junto com o golpe, criminalizar os blogueiros progressistas  e os ativistas de comunicação. Contando para isso com os meios de comunicação de massa concentrados nas mãos de plutocratas. Perseguir blogues e sites progressistas ou que se opuseram ao golpe é uma maneira de nos silenciar”, declarou.

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