Veja já tenta derrubar sucessor de Cunha
Revista publicou um perfil nesta sexta-feira, 6, em que tenta desqualificar o presidente em exercício da Câmara, que já sinalizou intenção de naufragar o projeto de golpe contra a presidente Dilma Rousseff, ou fazer avançar o impeachment do vice Michel Temer, provocando novas eleições gerais; classificando-o como "legítimo representante do baixo clero", a revista acusa Waldir Maranhão de ter assessorado o doleiro Fayed Traboulsi, acusado de fraudes em fundos de pensão de estados e municípios, investigado na Operação Miqueias, da Polícia Federal
✅ Receba as notícias do Brasil 247 e da TV 247 no canal do Brasil 247 e na comunidade 247 no WhatsApp.
247 - Num perfil em que classifica Waldir Maranhão (PP-MA) como um "legítimo representante do baixo clero", a revista Veja lançou nesta sexta-feira, 6, uma tentativa de desqualificar o presidente em exercício da Câmara, que já sinalizou intenção de naufragar o projeto de golpe contra a presidente Dilma Rousseff, ou fazer avançar o impeachment do vice Michel Temer, provocando novas eleições gerais.
"Ele é conhecido como um político que, digamos, não desperdiça oportunidades. Não por acaso, e a despeito da amizade com Eduardo Cunha, na quinta-feira ele não se fez de rogado quando surgiu a chance de substituí-lo: tão logo saiu a liminar do ministro Teori Zavascki, correu para ocupar o gabinete do amigo", retrata a revista.
Apresentando áudio de uma conversa de Maranhão, a reportagem diz que o pepista assessorou o doleiro Fayed Traboulsi, acusado de fraudes em fundos de pensão de estados e municípios, investigado na Operação Miqueias, da Polícia Federal. Em um dos casos que caíram na malha da investigação da Procuradoria Geral da República, diz o texto, Waldir Maranhão aparece como intermediário de um "negócio" de 6 milhões de reais com a prefeitura de Santa Luzia, no interior maranhense - com a ajuda do agora presidente da Câmara, a quadrilha vendeu títulos para o fundo de pensão dos servidores municipais.
"Em troca, o deputado recebeu 1% da operação: 60 000 reais. Um participante do esquema contou aos investigadores que uma parte da comissão, 10 000 reais, foi depositada na conta da mulher de Waldir Maranhão. O pedido, disse a testemunha, foi feito pelo próprio deputado, que "precisava do dinheiro para pagar uma viagem para o Rio de Janeiro" às vésperas do réveillon."
O caso teria acontecido em 2012. Waldir Maranhão nega que tenha recebido quaisquer benefícios indevidos, reiterou que já prestou depoimento sobre o assunto, afirmou que "está à disposição das autoridades para esclarecimentos" e que não tem "nenhuma" relação com o doleiro Fayed Traboulsi.
Assine o 247, apoie por Pix, inscreva-se na TV 247, no canal Cortes 247 e assista:
Comentários
Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247