Veja expõe presos, mas já defende leniência
Capa da revista da Editora Abril desta semana se dedica a seu esporte predileto, que é atacar o PT, e exercita a costumeira crueldade, ao expor a intimidade de presos na Lava Jato, como José Dirceu, João Vaccari e Marcelo Odebrecht; no entanto, a revista também demonstrou alinhamento com o Palácio do Planalto no debate mais importante deste início de 2016; no editorial de Eurípedes Alcântara, a revista dos Civita defende que sejam celebrados acordos de leniência entre a União e as empreiteiras atingidas pela Lava Jato; ao comentar o fato de Dirceu estar lendo uma autobiografia do ex-presidente FHC, Veja mais uma vez demonstra alinhamento com o PSDB e afirma que o livro poderia ajudar a "forjar o caráter" do ex-ministro
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247 – A revista Veja deste fim de semana é um culto à crueldade. Na edição, a revista expõe a intimidade de presos na Operação Lava Jato, como José Dirceu, João Vaccari, André Vargas, Luiz Argôlo, Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo. A reportagem narra a rotina dos presos, traz imagens das celas e também as fotos dos detentos no registro penitenciário.
Internamente, a reportagem afirma que Dirceu está lendo "Os Diários de FHC" e demonstra, mais uma vez, o grau de alinhamento da Abril em relação ao PSDB. Segundo Veja, o livro poderia ser uma oportunidade para "forjar o caráter" do ex-ministro.
A edição desta semana, no entanto, revela certo alinhamento com o Palácio do Planalto. No editorial de Eurípedes Alcântara, diretor da revista, Veja defende os acordos de leniência entre a União e as empreiteiras. "VEJA sempre foi favorável aos acordos de leniência quando celebrados nos moldes de bem-sucedidas experiências de outros países", diz o texto. O editorial também pontua que tais acordos "são instrumentos de normalização da atividade das empreiteiras sem impunidade nem retrocessos".
Na reportagem, Veja também acaba fazendo um elogio indireto à administração atual do País, que nada fez para deter as investigações. "A tradição de impunidade foi trancafiada. É uma realidade sem precedentes".
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