Vanessa destaca necessidade de vetar a terceirização

A senadora Vanessa Gazziotin (PCdoB-AM) alertou, em coluna publicada nesta terça-feira, para os retrocessos aos direitos dos trabalhadores trazidos por Michel Temer e seus aliados com a lei da terceirização irrestrita:  "Dentro dessa cruzada antitrabalhador acaba de aprovar, na Câmara dos Deputados, o projeto da terceirização e do trabalho temporário —base do texto enviado por Fernando Henrique Cardoso em 1998—, que amplia de três para nove meses o contrato temporário, cuja gravidade e cujo impacto negativo no mercado de trabalho têm sido pouco analisados. Na prática eliminam o emprego formal de milhares de trabalhadores", diz a senadora, que destaca a necessidade de vetar esta mudança

A senadora Vanessa Gazziotin (PCdoB-AM) alertou, em coluna publicada nesta terça-feira, para os retrocessos aos direitos dos trabalhadores trazidos por Michel Temer e seus aliados com a lei da terceirização irrestrita:  "Dentro dessa cruzada antitrabalhador acaba de aprovar, na Câmara dos Deputados, o projeto da terceirização e do trabalho temporário —base do texto enviado por Fernando Henrique Cardoso em 1998—, que amplia de três para nove meses o contrato temporário, cuja gravidade e cujo impacto negativo no mercado de trabalho têm sido pouco analisados. Na prática eliminam o emprego formal de milhares de trabalhadores", diz a senadora, que destaca a necessidade de vetar esta mudança
A senadora Vanessa Gazziotin (PCdoB-AM) alertou, em coluna publicada nesta terça-feira, para os retrocessos aos direitos dos trabalhadores trazidos por Michel Temer e seus aliados com a lei da terceirização irrestrita:  "Dentro dessa cruzada antitrabalhador acaba de aprovar, na Câmara dos Deputados, o projeto da terceirização e do trabalho temporário —base do texto enviado por Fernando Henrique Cardoso em 1998—, que amplia de três para nove meses o contrato temporário, cuja gravidade e cujo impacto negativo no mercado de trabalho têm sido pouco analisados. Na prática eliminam o emprego formal de milhares de trabalhadores", diz a senadora, que destaca a necessidade de vetar esta mudança (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - A senadora Vanessa Gazziotin (PCdoB-AM) alertou, em coluna publicada nesta terça-feira, para os retrocessos aos direitos dos trabalhadores trazidos por Michel Temer e seus aliados com a lei da terceirização irrestrita:  "Dentro dessa cruzada antitrabalhador acaba de aprovar, na Câmara dos Deputados, o projeto da terceirização e do trabalho temporário —base do texto enviado por Fernando Henrique Cardoso em 1998—, que amplia de três para nove meses o contrato temporário, cuja gravidade e cujo impacto negativo no mercado de trabalho têm sido pouco analisados. Na prática eliminam o emprego formal de milhares de trabalhadores", diz a senadora, que destaca a necessidade de vetar esta mudança

Confira abaixo a íntegra do texto:

Afora a ferocidade com que investe contra os direitos dos trabalhadores, de resto este governo não tem rumo, mais parece uma biruta de aeroporto.

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Dentro dessa cruzada antitrabalhador acaba de aprovar, na Câmara dos Deputados, o projeto da terceirização e do trabalho temporário —base do texto enviado por Fernando Henrique Cardoso em 1998—, que amplia de três para nove meses o contrato temporário, cuja gravidade e cujo impacto negativo no mercado de trabalho têm sido pouco analisados. Na prática eliminam o emprego formal de milhares de trabalhadores.

É tão absurdo que eles buscam uma alternativa: querem acelerar a aprovação, no Senado, de outro projeto com o mesmo objetivo. Assim, duas propostas antagônicas seriam enviadas ao Poder Executivo, o que lhe permitiria, usando o expediente de vetos parciais e usurpando as prerrogativas do Legislativo, construir uma nova lei.

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Não querem regulamentar a terceirização. Querem estendê-la a todas as atividades laborais, sob o falacioso argumento de que aumentará a produtividade e a estabilidade no emprego. Quanto cinismo.

Nem mesmo as entidades patronais sustentam tal afirmativa. Pesquisa da CNI mostra que 91% terceirizam para reduzir custos e apenas 2% em busca de especialização.

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O que eles querem são regras ainda mais flexíveis, num país que já registra alta rotatividade e baixos salários. O custo de mão de obra na manufatura brasileira, em dólar, representa apenas 24,5% da alemã, 31,5% da norte-americana, 57,7% da grega e 59,6% da argentina.

E o cenário se agrava ainda mais em relação aos terceirizados. Em comparação com o trabalhador contratado diretamente, o terceirizado trabalha três horas a mais por semana, ganha 24,7% a menos e, segundo o Dieese, fica 2,6 anos no emprego, contra uma média de 5,8 anos do trabalhador direto.

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Países que já fizeram essa estupidez estão trilhando o caminho inverso. Rússia e Espanha, por exemplo, decidiram por fim a terceirização por constatar que não houve aumento na oferta de emprego e sim redução de salários, benefícios e arrecadação tributária.

A consequência dessa política será um sistema econômico ainda mais ineficiente, devido ao aumento na precarização das relações trabalhistas, nos acidentes de trabalho, salários inferiores, subtração de conquistas como o vale-refeição, transporte e assistência à saúde. Além disso, haverá elevação da rotatividade, perda de produtividade e redução da arrecadação previdenciária. Isso não é discurso, é fato.

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Por tudo isso é preciso vetar integralmente o PL 4.302/98 e aprovar, no Senado, um substitutivo que garanta, com a regulamentação da terceirização, os direitos dos trabalhadores e a segurança jurídica.

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