Tijolaço: Veja flerta há tempos com o banditismo

Em artigo sobre a suposta farsa da CPI da Petrobras, Fernando Brito, do Tijolaço, minimiza a denúncia; "Não existe nada mais natural que aqueles que vão prestar depoimento que treinar suas respostas e preparar material que as comprove", diz ele;  "Alguns jornalistas, inclusive – e honestamente – participam de programas de “media training” com executivos de empresas, preparando-os para enfrentar a pressão da imprensa em casos de crise"

Em artigo sobre a suposta farsa da CPI da Petrobras, Fernando Brito, do Tijolaço, minimiza a denúncia; "Não existe nada mais natural que aqueles que vão prestar depoimento que treinar suas respostas e preparar material que as comprove", diz ele;  "Alguns jornalistas, inclusive – e honestamente – participam de programas de “media training” com executivos de empresas, preparando-os para enfrentar a pressão da imprensa em casos de crise"
Em artigo sobre a suposta farsa da CPI da Petrobras, Fernando Brito, do Tijolaço, minimiza a denúncia; "Não existe nada mais natural que aqueles que vão prestar depoimento que treinar suas respostas e preparar material que as comprove", diz ele;  "Alguns jornalistas, inclusive – e honestamente – participam de programas de “media training” com executivos de empresas, preparando-os para enfrentar a pressão da imprensa em casos de crise" (Foto: Leonardo Attuch)


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247 - O jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, minimizou as denúncias de Veja, no último fim de semana, e acusou a revista de flertar com o banditismo. Leia abaixo:

O “Sr. Caneta” e o factóide da CPI

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Por Fernando Brito, do Tijolaço

A Veja, faz tempo, flerta com o banditismo.

Carlinhos Cachoeira, roubo de fitas de vídeo e, agora, o “Sr. Caneta”, algum picareta que se presta a integrar uma reunião e gravar, sorrateiramente, um vídeo divulgado como comprometedor.

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Qualquer um sabia, na essência, que perguntas seriam feitas aos depoentes da CPI da Petrobras.

Alias, os primeiros a produzi-las eram os “pauteiros” dos jornais, que elaboraram dúzias de perguntas para os repórteres que cobriam o caso, certamente não propriamente versados no preço de refinarias de petróleo nos EUA.

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Até mesmo a Comissão, na sua página nos sites do Congresso, definia os eixos temáticos da inquirição.

Não existe nada mais natural que aqueles que vão prestar depoimento que treinar suas respostas e preparar material que as comprove.

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Alguns jornalistas, inclusive – e honestamente – participam de programas de “media training” com executivos de empresas, preparando-os para enfrentar a pressão da imprensa em casos de crise.

Entre as petroleiras, aliás, a Shell é a que mais tradicionalmente, no mundo e no Brasil, investe neste tipo de treinamento.

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A mim, inclusive, muitos anos atrás, foi feita uma sondagem se participaria de um deles, sobre um hipotético acidente em instalações petrolíferas. Mesmo não tendo se confirmado, disse que não veria problemas em participar, até porque o que lhes diria é que trabalhassem com a verdade, cujas consequências podem ser graves mas sempre são menores do que as das mentiras.

Não vi, até agora, o que há de tão escandaloso em que se tenham simulado ou até mesmo recebido antecipadamente perguntas que seriam feitas na CPI.

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Até porque os senadores as fazem pessoalmente, pelo microfone e tem, como é natural, a possibilidade de formularem as mesmas ou outras, ou mesmo de trazerem novos temas.

Nenhum senador, seja situação ou de oposição, é obrigado a registrar previamente suas perguntas, assim como é livre para dar conhecimento do que pretende perguntar a quem quer que seja.

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Claro que esse “escândalo” foi construído com o único objetivo de “amainar” o vendaval em torno do aeroporto de Cláudio.

É mero “factóide”,  como diria o criativo ex-prefeito Cesar Maia.

Conta, porém, com uma vantagem.

É publicado pela grande fabricante deste tipo de material, a Veja.

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