Tijolaço: Temer vai partir para o “ame-o ou deixe-o”?
Jornalista Fernando Brito questiona a declaração de Michel Temer de que o objetivo da oposição é "destruir o governo"; "Seria mais ou menos como fez o tucanato desde que Merval Pereira arqueou a sobrancelha com a divulgação dos resultados das eleições de 2014, vencidas por Dilma, com o senhor na vice? Ou como seu pupilo e seu candidato a Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, fez de tudo para inviabilizar a administração do governo que o senhor, ao menos decorativamente, integrava?"
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Por Fernando Brito, do Tijolaço
Michel Temer partiu hoje para o mais rasgado discurso autoritário.
Disse que a oposição “é política” (não deveria ser, senhor Temer?) e que seu objetivo é “destruir o governo”.
Como assim, “destruir o governo”?
Seria mais ou menos como fez o tucanato desde que Merval Pereira arqueou a sobrancelha com a divulgação dos resultados das eleições de 2014, vencidas por Dilma, com o senhor na vice?
Ou como seu pupilo e seu candidato a Presidente da Câmara, Eduardo Cunha, fez de tudo para inviabilizar a administração do governo que o senhor, ao menos decorativamente, integrava?
Ou será que a oposição anda se oferecendo para ser quem “vai unir o país”?
Ou ainda é a oposição que chama o Moreira Franco para fazer um programa alternativo (e conservador) de Governo, quando havia um escolhido pelo voto?
A oposição escreve cartinhas cínicas com citações em latim para fazer queixinhas e bicos, ou debate claramente, à luz do dia, no parlamento e nas rua, o que está sendo feito e aquilo que deveria ser?
Essa história de que o Governo quer salvar o país e a oposição quer o “quanto pior, melhor” é, francamente, coisa do tempo da ditadura.
Até porque, se o “quanto pior” fosse o melhor para a oposição, tudo estaria muito bem, porque tome de quanto pior no seu governo.
O senhor vai nos chamar de impatriotas porque não queremos a venda do nosso petróleo?
Vai nos chamar de “vagabundos porque não queremos que uma pessoa tenha de trabalhar até a morte para, em tese, poder se aposentar?
De “inflacionistas” por querermos que o salário mínimo tenha ganhos reais?
Ou de preguiçosos porque combatemos a jornada de 12 horas, aquele “boato” que toda hora sai da boca de alguém do governo ou do empresariado?
Recomendo, Sr. Temer, que não parta para este “ame-o ou deixe-o”.
Porque ninguém o ama, Michel.
Nem os 13 ou 14% que o dizem ótimo ou bom, porque o que eles tem não é amor, mas apenas ódio àqueles de que o senhor usurpou o poder.
A sua estatura moral faz com que sua estatura física, mesmo pequenina, pareça a de um gigante.
À sua grandeza bastaria o tamanho de um pulga.
E se o senhor que mesmo saber quem está a demolir o seu governo, o método é simples.
Vá até um espelho.
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