Tijolaço sugere Eliane como “madrinha do rolé”

Blogueiro Fernando Brito diz que a direita "sente o cheiro da oportunidade" ao assumir o "discurso de uma radicalidade democrática que jamais teve"; colunista da Folha publicou hoje artigo em defesa dos jovens da periferia que andam fazendo "rolezinhos" nos shoppings paulistas

Blogueiro Fernando Brito diz que a direita "sente o cheiro da oportunidade" ao assumir o "discurso de uma radicalidade democrática que jamais teve"; colunista da Folha publicou hoje artigo em defesa dos jovens da periferia que andam fazendo "rolezinhos" nos shoppings paulistas
Blogueiro Fernando Brito diz que a direita "sente o cheiro da oportunidade" ao assumir o "discurso de uma radicalidade democrática que jamais teve"; colunista da Folha publicou hoje artigo em defesa dos jovens da periferia que andam fazendo "rolezinhos" nos shoppings paulistas (Foto: Gisele Federicce)


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247 - O blog Tijolaço sugere que a colunista "da massa cheirosa", como se refere o texto de Fernando Brito, Eliane Cantanhêde, seja a "madrinha do rolé". Isso porque ela publicou, nesta terça-feira 14, um artigo na Folha de S.Paulo em defesa das manifestações dos jovens de periferia em shoppings paulistas.

Mas o blog faz um alerta: assumir tal discurso é um oportunismo: "a direita cheirosa sente o cheiro da oportunidade" ao assumir o "discurso de uma radicalidade democrática que jamais tiveram". Segundo ele, agora é esperar "a chegada do Arnaldo Jabor e do Merval Pereira, de bermuda grunge e boné".

Leia abaixo o post do Tijolaço:

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Já é carnaval: Cantanhêde sai vestida de "madrinha do rolé"

Se as eleições não tivessem outros méritos, só este já seria maravilhoso: faz a elite brasileira perceber que, afinal, existe um povo por aqui.

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Hoje, a colunista da "massa cheirosa", Eliane Cantanhêde produz um artigo em defesa da garotada da periferia que anda fazendo "rolezinhos" nos shoppings paulistas.

Claro, eles podem e devem entrar nos shoppings o quanto quiserem.

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Aliás, só podem fazer isso porque eles e seus pais tiveram um expressivo aumento de renda nos últimos anos.

É uma imbecilidade – e uma ilegalidade – recebe-los a polícia, como foi (e é) uma imbecilidade receber a cassetete as manifestações contra o aumento do preço dos transportes coletivos.

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Mas só um tolo não percebe as intenções dos "cheirosos aliados do povo" com esta onda em torno dos "rolezinhos".

Uma gente que, na beira da eleição, defende o direito da gurizada de classe média baixa ou da pobreza de entrar nos shoppings.

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Mas que durante anos vociferou contra o direito de entrarem na Universidade, pelo sistema de cotas.

Ou no mercado de trabalho, pela falta de vagas.

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Ou até de comerem, com o Bolsa-Família.

Exceto os empedernidos, que acham que podem barra-los com liminares, os mais espertos assumem o discurso de uma radicalidade democrática que jamais tiveram.

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A direita cheirosa sente o cheiro da oportunidade.

E sua colunista-símbolo já se fantasia de "madrinha do rolé", saudando o fato de que ali não estão os meninos ricos, "que não têm mais a ALN, a Polop, o partidão, nem ditadura, para protestar", como se a luta contra uma ditadura sanguinária fosse "zoar" numa praça de alimentação.

Esperemos a chegada do Arnaldo Jabor e do Merval Pereira, de bermuda grunge e boné.

A democracia e as eleições, afinal, são uma festa que tem lá seus ares de carnaval.

Muita gente sai fantasiada.

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