Tijolaço: 'privatizadores' da Petrobras não precisam colocá-la à venda

Jornalista Fernando Britto cita projeto do senador tucano José Serra e diz que "privatização" da estatal se faz pela destruição e pelo "encolhimento", tanto quanto pela alienação de nossas reservas petrolíferas; segundo ele, "contra a corrupção", oposição sugere "enxugar" aquilo que é seu maior valor para o país: o pré-sal e a capacidade da empresa de mover uma imensa engrenagem de geração de emprego e renda para o país

Jornalista Fernando Britto cita projeto do senador tucano José Serra e diz que "privatização" da estatal se faz pela destruição e pelo "encolhimento", tanto quanto pela alienação de nossas reservas petrolíferas; segundo ele, "contra a corrupção", oposição sugere "enxugar" aquilo que é seu maior valor para o país: o pré-sal e a capacidade da empresa de mover uma imensa engrenagem de geração de emprego e renda para o país
Jornalista Fernando Britto cita projeto do senador tucano José Serra e diz que "privatização" da estatal se faz pela destruição e pelo "encolhimento", tanto quanto pela alienação de nossas reservas petrolíferas; segundo ele, "contra a corrupção", oposição sugere "enxugar" aquilo que é seu maior valor para o país: o pré-sal e a capacidade da empresa de mover uma imensa engrenagem de geração de emprego e renda para o país (Foto: Roberta Namour)


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Por Fernando Britto, do Tijolaço 

Escondida quase, na sexta página do caderno de Economia (“Mercado”, para eles, porque economia a ele se resume), está a pesquisa Datafolha que mostra que, mesmo com todo bombardeio de mídia, quase dois terços da população continuam se opondo à privatização da Petrobras.

E que, por isso, isto não deveria preocupaqr ninguém, pois esta questão “está fora da pauta política do país”.

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Não é verdade: está e sempre esteve.

E é exatamente por conta da rejeição da população que ela encontra outras formas de se expressar na política.

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Foi assim na venda de boa parte de seu capital na Bolsa de Nova York, por Fernando Henrique.

É assim, no projeto apresentado ainda esta semana por José Serra, que retira da empresa o controle da exploração do pré-sal.

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Porque a privatização da Petrobras é uma ideia réptil, própria dos rastejantes que só são capazes de enxergar um país servil, uma colônia, onde lhes cabe, claro, o papel de subnobreza que se enriquece mediocremente com o farelos do saque de povo e natureza.

Sua “privatização” se faz pela destruição e pelo “encolhimento”, tanto quanto pela alienação de nossas reservas petrolíferas.

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Agora, pela corrupção – que não é de hoje, nem de ontem – os “muy amigos” da Petrobras querem “enxugá-la”.

O curioso é que não querem “enxugá-la” da especulação e das pressões financeiras monstruosas que se faz contra ela.

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Mas daquilo que é seu maior valor para o país: o pré-sal e a capacidade da empresa de mover uma imensa engrenagem de geração de emprego e renda para o país, expressa em estaleiros, construções, equipamentos e tudo o mais em que se passou a exigir conteúdo nacional.

Por isso apelam a mil estratagemas de “gestão técnica”, coisa que a empresa jamais deixou de ter, porque é uma corporação mais do que estruturada e que não foram políticos os furos nos seus diques de governança de onde vazou um rio de dinheiro.

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Lembremos que os que se apontam como seus ladrões são todos funcionários de carreira, maçãs podres em meio a milhares de brasileiros capazes, honrados e trabalhadores que a integram.

Os privatizadores da Petrobras não precisam colocá-la à venda.

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Basta que a destruam a grandeza do seu papel, sempre e ainda mais agora, que o país se descobre dono de reservas imensas de petróleo.

Os répteis e as ideias répteis são assim: seu veneno enfraquece a vítima e elas a vão esmagando e engolindo.

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