Tijolaço: Prévia do PIB cai 5,5% em 12 meses. A crise é psicológica, Temer?
O jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, comenta o resultado ruim da previsão do Produto Interno Bruto do país nos últimos meses e cobra uma posição do governo interino de Michel Temer, que disse recentemente que a crise era "psicológica"; "Espera-se que Michel Temer tenha, então, a “clarividência” de observar que sair dela também tem este componente. Mas, em economia, decisões têm a ver com rumos. Venda de patrimônio agrega receita pública, não atividade econômica. Arrocho nos aposentados e no salário mínimo, redução de gastos em educação e saúde geram alívio fiscal (e assim mesmo em alívio no “rombo”) mas não geram consumo, compras, produção, postos de trabalho", afirma
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247 - O jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, comenta o resultado ruim da previsão do Produto Interno Bruto do país nos últimos meses e cobra uma posição do governo interino de Michel Temer.
"Resultado pior do que o esperado, que já era ruim. Queda de 4,91% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central na série sem ajuste e de 5,32% com ajuste, em maio. Em 12 meses, baixa de 5,43% no índice bruto e recuo de 5,51% no ajustado, naquele que é considerado uma “prévia do PIB”. Nos 12 meses encerrados em dezembro passado, as quedas acumuladas foram de 4,08% e 4,11%, respectivamente. Senão no mercado especulativo, não há qualquer sinal de recuperação da atividade econômica. Todos os dados divulgados em relação a junho vieram em nova queda. Não há qualquer política contra este ciclo que possa ser apontada como alavanca de mudança", diz.
Ele ironiza então uma "brilhante" dissertação sobre economia feita pelo presidente em exercício, que disse que a crise é “psicológica”. "Espera-se que Michel Temer tenha, então, a “clarividência” de observar que sair dela também tem este componente. Mas, em economia, decisões têm a ver com rumos. Venda de patrimônio agrega receita pública, não atividade econômica. Arrocho nos aposentados e no salário mínimo, redução de gastos em educação e saúde geram alívio fiscal (e assim mesmo em alívio no “rombo”) mas não geram consumo, compras, produção, postos de trabalho", ressalta.
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