Tijolaço prevê “mais mortes no trânsito” com medida de Doria

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, diz ser "impressionante a rapidez do retrocesso que espera os paulistanos"; ele comenta a primeira medida a ser realizada pelo tucano João Doria, a reversão da velocidade máxima nas marginais, e critica: "Nenhum estudo ou debate sobre o que isso representou de redução nos acidentes, ferimentos ou mortes. Nenhuma consulta a especialistas em segurança viária"; se para ele, que "só pensa em dinheiro, os radares representavam a "indústria da multa", o contrário também pode representar a "indústria das mortes", diz Brito

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, diz ser "impressionante a rapidez do retrocesso que espera os paulistanos"; ele comenta a primeira medida a ser realizada pelo tucano João Doria, a reversão da velocidade máxima nas marginais, e critica: "Nenhum estudo ou debate sobre o que isso representou de redução nos acidentes, ferimentos ou mortes. Nenhuma consulta a especialistas em segurança viária"; se para ele, que "só pensa em dinheiro, os radares representavam a "indústria da multa", o contrário também pode representar a "indústria das mortes", diz Brito
Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, diz ser "impressionante a rapidez do retrocesso que espera os paulistanos"; ele comenta a primeira medida a ser realizada pelo tucano João Doria, a reversão da velocidade máxima nas marginais, e critica: "Nenhum estudo ou debate sobre o que isso representou de redução nos acidentes, ferimentos ou mortes. Nenhuma consulta a especialistas em segurança viária"; se para ele, que "só pensa em dinheiro, os radares representavam a "indústria da multa", o contrário também pode representar a "indústria das mortes", diz Brito (Foto: Ana Pupulin)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço

Impressionante a rapidez do retrocesso que espera os paulistanos.

João Dória apressou-se em anunciar hoje, no Bom Dia SP, que fará, na primeira semana de governo, a liberação dos limites de velocidade nas marginais da cidade: 90, 70 e 60 km/he não mais 70, 60 e 50 Km, respectivamente nas pistas expressa, central e local.

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É só o tempo, diz ele, de trocar as placas.

Nenhum estudo ou debate sobre o que isso representou de redução nos acidentes, ferimentos ou mortes.

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Nenhuma consulta a especialistas em segurança viária.

Nenhuma experiência de aumentar a sinalização de advertência da velocidade aos motoristas.

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Como só pensa em dinheiro (aliás como a OAB paulista e a Justiça local) os limites eram só “indústria de multas”.

O contrário também pode ser considerado “indústria de mortes”.

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Dou os números:

As mortes provocadas no trânsito nas marginais Tietê e Pinheiros baixaram de 73 para 49 de 2014 para 2015, dizia o G1.

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24 vidas humanas, 33% menos.

E este ano, ainda mais: as marginais apresentaram 608 acidentes no primeiro semestre de 2015 contra 380 nos primeiros seis meses de 2016.

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Mas os comentários são só elogios. Um diz: “Tô achando pouco ainda. Se eu fosse prefeito ia aumentar a velocidade das marginais para 120km/h, 100km/h e 80km/h. Não vejo a hora de chegar janeiro pra poder ganhar tempo no meu translado.”

Quem, como eu, perdeu a mãe pelas consequências de um atropelamento que, em velocidade menor, talvez não passasse de um “trambolhão” chega ater nojo desta barbárie irresponsável.

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Mas, em se tratando de gente com mais amor ao automóvel que à mãe, não é de estranhar.

Não estou defendendo as multas e nem mesmo que os limites sejam aqueles, mas é uma irresponsabilidade tratar algo assim na base do “vai lá e muda a placa”.

Será que é este o polêmico projeto “Acelera, SP” do candidato Dória?

Acelera e bate…

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