Tijolaço prevê “mais mortes no trânsito” com medida de Doria
Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, diz ser "impressionante a rapidez do retrocesso que espera os paulistanos"; ele comenta a primeira medida a ser realizada pelo tucano João Doria, a reversão da velocidade máxima nas marginais, e critica: "Nenhum estudo ou debate sobre o que isso representou de redução nos acidentes, ferimentos ou mortes. Nenhuma consulta a especialistas em segurança viária"; se para ele, que "só pensa em dinheiro, os radares representavam a "indústria da multa", o contrário também pode representar a "indústria das mortes", diz Brito
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Por Fernando Brito, do Tijolaço
Impressionante a rapidez do retrocesso que espera os paulistanos.
João Dória apressou-se em anunciar hoje, no Bom Dia SP, que fará, na primeira semana de governo, a liberação dos limites de velocidade nas marginais da cidade: 90, 70 e 60 km/he não mais 70, 60 e 50 Km, respectivamente nas pistas expressa, central e local.
É só o tempo, diz ele, de trocar as placas.
Nenhum estudo ou debate sobre o que isso representou de redução nos acidentes, ferimentos ou mortes.
Nenhuma consulta a especialistas em segurança viária.
Nenhuma experiência de aumentar a sinalização de advertência da velocidade aos motoristas.
Como só pensa em dinheiro (aliás como a OAB paulista e a Justiça local) os limites eram só “indústria de multas”.
O contrário também pode ser considerado “indústria de mortes”.
Dou os números:
As mortes provocadas no trânsito nas marginais Tietê e Pinheiros baixaram de 73 para 49 de 2014 para 2015, dizia o G1.
24 vidas humanas, 33% menos.
E este ano, ainda mais: as marginais apresentaram 608 acidentes no primeiro semestre de 2015 contra 380 nos primeiros seis meses de 2016.
Mas os comentários são só elogios. Um diz: “Tô achando pouco ainda. Se eu fosse prefeito ia aumentar a velocidade das marginais para 120km/h, 100km/h e 80km/h. Não vejo a hora de chegar janeiro pra poder ganhar tempo no meu translado.”
Quem, como eu, perdeu a mãe pelas consequências de um atropelamento que, em velocidade menor, talvez não passasse de um “trambolhão” chega ater nojo desta barbárie irresponsável.
Mas, em se tratando de gente com mais amor ao automóvel que à mãe, não é de estranhar.
Não estou defendendo as multas e nem mesmo que os limites sejam aqueles, mas é uma irresponsabilidade tratar algo assim na base do “vai lá e muda a placa”.
Será que é este o polêmico projeto “Acelera, SP” do candidato Dória?
Acelera e bate…
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