Tijolaço: “Por que tanto olho no nosso pré-sal?”

Questionamento é do jornalista Fernando Brito, que responde: "Porque não estão achando óleo para os próximos 20 anos"; consultoria norueguesa Rystad Energy relata, em reportagem da Reuters, que em 2016 "as descobertas de petróleo e gás natural ao redor do mundo caíram no ano passado para o menor nível desde os anos 1940" com o mapeamento de jazidas de apenas 6 bilhões de barris em todo o planeta, somando petróleo e gás natural

Brasil, Campos, RJ, 28/11/2007. Primeiro dia de extração de Petróleo na Plataforma P-52, que está no campo de Roncador, na bacia de Campos no norte fluminense. - Crédito:WILTON JUNIOR/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:17433
Brasil, Campos, RJ, 28/11/2007. Primeiro dia de extração de Petróleo na Plataforma P-52, que está no campo de Roncador, na bacia de Campos no norte fluminense. - Crédito:WILTON JUNIOR/AGÊNCIA ESTADO/AE/Codigo imagem:17433 (Foto: Gisele Federicce)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço - Quer entender em poucos minutos a razão da voracidade estrangeira sobre o nosso pré-sal?

Leia a matéria da Reuters, publicada agora há pouco, em que uma respeitada consultoria norueguesa, a Rystad Energy, relata que, em 2016, “as descobertas de petróleo e gás natural ao redor do mundo caíram no ano passado para o menor nível desde os anos 1940” com o mapeamento de jazidas de apenas 6 bilhões de barris em todo o planeta, somando petróleo e gás natural.

É metade do em alguns campos do nosso pré-sal. Libra e  Búzios (ex- Franco) têm até 12 bilhões de reservas e as estimativas para todo o pré-sal somam 176 bilhões de barris.

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Que seja menos, 120 bilhões e ainda assim são 20 vezes todo o petróleo que se descobriu no mundo em 2016.

Estes seis bilhões de barris sustentariam o consumo mundial por um ano apenas nos níveis dos anos 40.

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É claro que este volume ínfimo de descobertas se deveu em parte à retração das pesquisas por petróleo em função da queda do preço.

Mas a razão, mesmo, é que não há fronteira exploratória visível e viável fora do pré-sal brasileiro, ao menos não em escala gigante. Havia o Ártico, mas a Shell abandonou a exploração, sobretudo por ser caríssima, perigosa mas, também, questionada pelos aspectos ambientais.

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Não há, exceto nosso polígono do pré-sal, onde o sucesso exploratório anda, nas perfurações da Petrobras, na faixa de 100%: ou seja, furou, achou.

É, aquele mesmo que os vende-pátria da Globo chamavam de patrimônio inútil.

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É por isso que a canalha entreguista tem tanta pressa em tornar a entrega do pré-sal um fato consumado, que um governo com um mínimo de responsabilidade e amor ao país não entregaria.

E que terá de tomar de volta dos que os entregarem, mandando às favas o respeito aos contratos.

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Não pode haver contrato válido se firmado com quem roubou a propriedade de um povo.

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