Tijolaço: O mordomo do golpe vinga-se no garçom - mandem este negro embora

Jornalista Fernando Brito critica a demissão de Catalão, o garçom que há oito anos servia no Planalto e foi demitido sob a "acusação" de ser petista; "A única vez que vi crueldades deste tipo foi quando entregamos o governo a Moreira Franco, em 1987", lembra

Jornalista Fernando Brito critica a demissão de Catalão, o garçom que há oito anos servia no Planalto e foi demitido sob a "acusação" de ser petista; "A única vez que vi crueldades deste tipo foi quando entregamos o governo a Moreira Franco, em 1987", lembra
Jornalista Fernando Brito critica a demissão de Catalão, o garçom que há oito anos servia no Planalto e foi demitido sob a "acusação" de ser petista; "A única vez que vi crueldades deste tipo foi quando entregamos o governo a Moreira Franco, em 1987", lembra (Foto: Gisele Federicce)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço

Não é de blogueiro sujo. É da Natuza Nery, da Folha, que dilmista nunca foi:

A caça às bruxas no terceiro andar do Palácio do Planalto não poupou ninguém, nem mesmo o garçom que servia à Presidência havia quase oito anos.

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Cortem-lhe a cabeça José Catalão, tido como um dos funcionários mais queridos entre palacianos, foi demitido pela equipe de Temer sob a “acusação” de ser petista, relataram servidores. Catalão não tem vínculo partidário e se orgulhava de ter servido Temer em várias ocasiões.

Três vezes estive no governo. Duas, com Brizola, bem junto do centro do poder.

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A única vez que vi crueldades deste tipo foi quando entregamos o governo a Moreira Franco, em 1987.

Sabia que iriam entrar querendo sangue e chamei um fotógrafo, querida pessoa, o Luizinho,  a quem perguntei se não desejava ser transferido para bem longe, onde o ódio não o alcançasse.

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Luizinho era vítima do incêndio do Circo Americano, uma tragédia que matou muita gente em Niterói, e, 1961, brincalhão como ele era todo o tempo, mostrou o braço muito disforme pelo fogo – o que nunca o impediu de ser  ótimo fotógrafo, um dos melhores da equipe – e caçoou: Brito, não se preocupa comigo, qualquer coisa eu grito dizendo que o Moreira está perseguindo os deficientes (ele usou outra palavra, hoje politicamente incorreta).

Perseguiu. Luizinho se foi há quatro anos, mas deixou-se ficar, para mim e para outros colaboradores de Brizola, como símbolo do respeito com que eram tratados os servidores, sobretudo os mais modestos.

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Prazer em fazer o mal, o sadismo da vingança contra os humildes.

Gente ruim não pode fazer coisas boas.

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