Tijolaço: O Globo errou “só” em 400% o custo do petróleo do pré-sal

Segundo o jornalista Fernando Brito, do Tijoaço, o jornal O Globo "fez um estúpido editorial dizendo que os preços do petróleo tornavam o pré-sal um 'patrimônio inútil'"; de acordo com ele, a Petrobras confirmou oficialmente que o jornal usou "argumentos que contêm um erro de 'apenas' 400% no custo de extração de óleo em nossas principais jazidas petrolíferas"

PLATA1 - ES - 15/07/2010 - PLATAFORMA/PRE-SAL - ECONOMIA OE JT - Plataforma FPSO Capixaba, que trabalha na produção do pré-sal, no Campo Baleia Franca, no litoral do Espírito Santo. Foto: MARCOS DE PAULA/AGENCIA ESTADO/AE
PLATA1 - ES - 15/07/2010 - PLATAFORMA/PRE-SAL - ECONOMIA OE JT - Plataforma FPSO Capixaba, que trabalha na produção do pré-sal, no Campo Baleia Franca, no litoral do Espírito Santo. Foto: MARCOS DE PAULA/AGENCIA ESTADO/AE (Foto: Gisele Federicce)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço

O que este blog vem afirmando aqui, há duas semanas, desde que O Globo fez um estúpido editorial dizendo que os preços do petróleo tornavam o pré-sal um “patrimônio inútil”, foi confirmado oficialmente pela Petrobras que o jornal usar argumentos que contém um erro de “apenas” 400% no custo de extração de óleo em nossas principais jazidas petrolíferas.

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O Globo diz, para justificar o fato de que, com o petróleo sendo cotado a US$ 37 o barril não seria econômico produzir no pré-sal a custos estimados entre US$ 40 e US$ 57. Aqui, com base nos dados então disponíveis, mostrou-se que o custo de extração no pré-sal era, na verdade, de US$ 9 dólares o barril.

E ontem, fica-se sabendo que nem isso mais é, por conta de novas tecnologias, redução dos preços em dólar de alguns insumos da indústria petroleira – que têm preço mundial e, portanto, acabam incorporando as perdas do preço do petróleo – e sobretudo, como havia sido apontado aqui, pelo conhecimento geológico que acelera o caro processo de perfuração de centenas de poços (de extração e de injeção).

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Do site da Petrobras:

(…)chegamos a um patamar em torno de US$ 8 por barril, quando a média das grandes petrolíferas mundiais é de US$ 15 por barril. Nos custos de desenvolvimento do pré-sal também tivemos avanços. Um dos fatores decisivos para a redução de custo é o tempo de perfuração de um poço no pré-sal, que no campo de Lula já atingiu tempo inferior a 30 dias. Em 2010, eram necessários mais de 120 dias para realizar o mesmo trabalho.(Nota do Tijolaço: só o custo de uma sonda de perfuração de águas ultraprofundas custa perto de US$ 50o mil por dia)

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Ou seja, o “errinho” de O Globo sobre a relação preço/custo do pré-sal é de “apenas” 400% – ou de 712%, se considerado o maior custo estimado pelos “especialistas” do jornal.

Mesmo não sendo este o custo total da exploração – há royalties e impostos que, afinal, são renda pública -, se você considerar que são mais de um milhão de barris retirados a cada dia do pré-sal, é possível ver o tamanho do golpe que querem dar com esta história de desdenhar o “patrimônio inútil”.

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Posto, abaixo, um vídeo da Petrobras, quando a produção ainda era um pouco menor, que ajuda a entender como e por que os custos de produção do pré-sal estão caindo com a competência técnica da Petrobras.

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