Tijolaço mostra 'vale-tudo da delação' contra Wagner

Para o jornalista Fernando Brito, não tem fundamento a acusação de Nestor Cerveró, "vazada ilegalmente para o Estadão", de que parte de recursos das obras de um edifício da Petrobras em Salvador teriam sido desviados para a campanha de Jaques Wagner ao governo da Bahia em 2006; "A obra começou mais de cinco anos depois da eleição de Wagner ao governo pela primeira vez ao Governo da Bahia e mais de um após sua reeleição. Por mais que eu tente, não consigo atinar como foram feitos pagamentos – que seriam desviados para a campanha – com mais de cinco anos de antecedência!", critica

Para o jornalista Fernando Brito, não tem fundamento a acusação de Nestor Cerveró, "vazada ilegalmente para o Estadão", de que parte de recursos das obras de um edifício da Petrobras em Salvador teriam sido desviados para a campanha de Jaques Wagner ao governo da Bahia em 2006; "A obra começou mais de cinco anos depois da eleição de Wagner ao governo pela primeira vez ao Governo da Bahia e mais de um após sua reeleição. Por mais que eu tente, não consigo atinar como foram feitos pagamentos – que seriam desviados para a campanha – com mais de cinco anos de antecedência!", critica
Para o jornalista Fernando Brito, não tem fundamento a acusação de Nestor Cerveró, "vazada ilegalmente para o Estadão", de que parte de recursos das obras de um edifício da Petrobras em Salvador teriam sido desviados para a campanha de Jaques Wagner ao governo da Bahia em 2006; "A obra começou mais de cinco anos depois da eleição de Wagner ao governo pela primeira vez ao Governo da Bahia e mais de um após sua reeleição. Por mais que eu tente, não consigo atinar como foram feitos pagamentos – que seriam desviados para a campanha – com mais de cinco anos de antecedência!", critica (Foto: Aquiles Lins)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço - Não tenho procuração nem de Jaques Wagner nem de José Sérgio Gabrielli para defendê-los.

Aliás, sequer conheço qualquer um dos dois.

Mas há algo estranhíssimo neste documento de delação de Nestor Cerveró – vazado ilegalmente – apreendido de posse – ilegal – de Delcídio Amaral e, de novo, vazado para o Estadão.

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Segundo o texto, Gabrielli teria decidido transferir para Salvador – uma das importantes sedes da Petrobras, desde sua fundação – uma parte do setor financeiro da empresa. ""Para tanto, foi construído um grande prédio em Salvador, onde atualmente é o setor financeiro da Petrobrás.", diz o documento. Aí, teria escrito Cerveró, foi construído um prédio e, desta obra, parte dos recursos teria ido irrigar a campanha de Jaques Wagner ao governo baiano em 2006, mas que "não se lembra" por intermédio de que empreiteira teria construído o edifício.

Bem, não sei se Wagner recebeu dinheiro de tal ou qual empreiteira e não tenho como afirmar que tenha sido legal ou ilegal qualquer doação.

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Mas, ao que parece, dou capaz de ir procurar informações para saber se isso coincide ou não com os fatos.

Aí encontro na página oficial da Petrobras a cobertura do lançamento da pedra fundamental de seu edifício na capital baiana, é fato. O mesmo em outras publicações baianas.

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Só que em 19 de dezembro de 2011. Quer dizer: a obra começou mais de cinco anos depois da eleição de Wagner ao governo pela primeira vez ao Governo da Bahia e mais de um após sua reeleição.

Por mais que eu tente, não consigo atinar como foram feitos pagamentos – que seriam desviados para a campanha – com mais de cinco anos de antecedência!

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Em qualquer lugar do mundo, obra é paga à medida de sua realização e atestada a execução. Pode haver fraude no preço ou na medição (que é como se chama o "confere" que se faz para pagar uma fatura de "X" reais). Nem sequer digo que não haja, porque não conheço propina paga antes de receber-se e com cinco anos de antecedência.

Em sua defesa, Gabrielli mostra – comprovando com reportagem de jornal – que a mudança do setor financeiro se deu em 2008, para prédio já ocupado pela empresa, que recebeu reforma a partir de 2007. Cerveró se refere especificamente à construção de "um grande prédio", o que não é o caso de uma mera reforma em um já existente. E cita como testemunhas duas pessoas que já morreram, convenientemente.

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Agora, é de doer que seja aceito como "delação" para fins de reduzir a pena de um ladrão a história do "não me lembro qual foi a empreiteira, mas todo mundo sabia".

Ouviu na "Rádio Corredor"?

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Passamos ao vale-tudo para atingir a honra das pessoas, faz tempo.

A história não tem densidade para render uma matéria, que dirá para render um processo, como o que há ali.

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Muito menos para valer perdão ou redução de penas para quem desviou milhões e menos ainda para atingir outras pessoas na base do "ouvi falar" e do "todo mundo sabia".

É preciso que haja um mínimo de verificação antes de se acusar alguém tão gravemente.

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