Tijolaço: Moro tenta fazer a xepa de Palocci

"Alguém acredita que a Procuradoria Geral da República teria recusado a delação de Antonio Palocci se esta contivesse indícios minimamente críveis contra o ex-presidente Lula?", questiona Fernando Brito, editor do Tijolaço; "E como fica o Supremo para aceitar uma delação – que é, afinal, uma denúncia criminal – que é rejeitada por quem tem o privilégio constitucional de propor ações penais?"

Palocci é escoltado por policiais em Curitiba. 26/9/2016. REUTERS/Rodolfo Buhrer
Palocci é escoltado por policiais em Curitiba. 26/9/2016. REUTERS/Rodolfo Buhrer (Foto: Leonardo Attuch)


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Por Fernando Brito, editor do Tijolaço Alguém acredita que a Procuradoria Geral da República teria recusado a delação de Antonio Palocci se esta contivesse indícios minimamente críveis contra o ex-presidente Lula?

Como, se Lula é a obsessão de nove entre dez procuradores que se acham designados por Deus para dar fim ao “lulopetismo que desgraça o Brasil”?

Palocci, rejeitado pelas “forças-tarefa” de Dallagnol e de Janot baixou a rebotalho de delegados e agentes policias para negociar uma delação que, a esta altura, só “vale” pelo que puder produzir com frases de efeito como aquela do “pacto de sangue” com Emílio Odebrecht.

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Até porque, para fazer acordos espúrios, para um ministro da Fazenda, ninguém melhor e mais “fácil” que um banqueiro. E banqueiro, no Brasil, é intocável.

A PGR fica, diate do acordo assinado pela PF com Palocci, diante de uma sinuca de bico.

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Apoiá-lo significa perder o monopólio da transação penal e assumir que simples policiais possam negociar penas.

Recusá-lo significa dizer que as acusações nele contidas são falsas ou, ao menos, improvadas.

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E como fica o Supremo para aceitar uma delação – que é, afinal, uma denúncia criminal – que é rejeitada por quem tem o privilégio constitucional de propor ações penais?

A delação premiada de Palocci, que deve começar a vazar nos próximos dias.

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Visa a produzir efeitos de mídia. Juridiacamente, Palocci já se tirmou um desqualificado, que diz o que quer que seja a quem quer que seja que deseje levá-lo a sério.

O que, a esta altura, fora das delegacias e da mídia policial, é quase ninguém.

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