Tijolaço: Moro blinda Temer. Mas Cunha começa a puxar seus trunfos

"Não se sabe porque, se Moro achou que poderia sair algum tipo de confissão do atual presidente, porque não decretou sigilo de Justiça e avaliou se era o caso de enviar para o STF?", questiona o jornalista Fernando Brito, sobre a decisão de Sergio Moro de barrar metade das perguntas feitas por Eduardo Cunha a Michel Temer em processo na Lava Jato; "Claro que Temer não ia se autoincriminar, mas poderia ter dado respostas que Cunha tivesse documentos para mostrar que eram falsas. O fato é que Cunha começou a mostrar seus trunfos", diz ele

Brasília - O vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, durante solenidade de entrega da Medalha do Mérito Legislativo 2015 (Antonio Cruz/Agência Brasil)
Brasília - O vice-presidente Michel Temer e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, durante solenidade de entrega da Medalha do Mérito Legislativo 2015 (Antonio Cruz/Agência Brasil) (Foto: Gisele Federicce)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço - Monica Bergamo, na Folha, anuncia que Sergio Moro vetou mais da metade (21 de 41) das perguntas que a defesa de Eduardo Cunha preparou para Michel Temer.

Mesmo que com a franquia de responder por escrito – ou fazer com que seus advogados preparem respostas estudadas para não  comprometê-lo – o mesmo juiz que achou que era um dever divulgar à imprensa grampos telefônicos ilegais da Presidenta Dilma  proibiu Cunha de perguntar sobre doações feitas ao PMDB, partido de ambos e, portanto, absolutamente ligado aos recursos que o ex-presidente da Câmara recebia na política.

Uma das perguntas proibidas chama particular atenção.

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É sobre as relações do presidente usurpador e o advogado Jorge Yunes, seu amigo íntimo de 4 décadas e pau para toda obra espinhosa de Temer.

Recentemente, segundo a Folha, Yunes foi apontado até como redator da carta traiçoeira a Dilma,e seu escritório  teria sido o “QG de reuniões para montagem do governo”. Numa declaração “graciosa”, Yunes disse ao jornal que é ‘”uma espécie de psicoterapeuta político” do ex-vice.

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Mas não é exatamente da psicanálise de Yunes que Cunha perguntaria a Temer, se Moro não tivesse impedido.

Ele queria saber qual é a relação do presidente com Yunes e se ele “recebeu alguma contribuição de campanha” para alguma eleição de Temer. Neste caso, se “as contribuições foram realizadas de forma oficial ou não declarada?”.

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Não se sabe porque, se Moro achou que poderia sair algum tipo de confissão do atual presidente, porque não decretou sigilo de Justiça e avaliou se era o caso de enviar para o STF?

Claro que Temer não ia se autoincriminar, mas poderia ter dado respostas que Cunha tivesse documentos para mostrar que eram falsas.

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O fato é que Cunha começou a mostrar seus trunfos.

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