Tijolaço: Minha Casa, Minha Vida morreu

Jornalista Fernando Brito avalia que o anúncio de contingenciamento de R$ 7,4 bilhões recursos do PAC pelo governo de Michel Temer terá reflexos na faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida, justamente a linha de crédito voltada aos segmentos mais carentes da população; Lula, se pretende, como disse hoje, viajar pelo Brasil para ver “o que eles destruíram” vai ter muitos lugares para visitar

Jornalista Fernando Brito avalia que o anúncio de contingenciamento de R$ 7,4 bilhões recursos do PAC pelo governo de Michel Temer terá reflexos na faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida, justamente a linha de crédito voltada aos segmentos mais carentes da população; Lula, se pretende, como disse hoje, viajar pelo Brasil para ver “o que eles destruíram” vai ter muitos lugares para visitar
Jornalista Fernando Brito avalia que o anúncio de contingenciamento de R$ 7,4 bilhões recursos do PAC pelo governo de Michel Temer terá reflexos na faixa 1 do programa Minha Casa, Minha Vida, justamente a linha de crédito voltada aos segmentos mais carentes da população; Lula, se pretende, como disse hoje, viajar pelo Brasil para ver “o que eles destruíram” vai ter muitos lugares para visitar (Foto: Charles Nisz)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço - Ontem, ao falar do novo corte do orçamento do Programa de Aceleração do Crescimento – que foi virtualmente destruído – mencionei, sem dar maiores detalhes, que ele incluia o “Minha Casa, Minha Vida”.

Hoje, o professor Fernando Nogueira da Costa, da Unicamp, me socorre, em seu blog,com dados reunidos pelo Valor (reportagem de Edna Simão, dia 10) que demonstra que o  programa habitacional também foi destroçado, com ênfase especial no aniquilamento da faixa 1, a voltada aos mais carentes. Não apenas em recursos mas pelo direcionamento para faixas onde o subsídio é menor ou inexistente do financiamento ainda existente:

As contratações para o público de menor renda (até R$ 1,8 mil), que dependem fundamentalmente de recursos orçamentários, estão cada vez mais escassas e sendo substituídas por modalidades onde há algum tipo de financiamento.

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Segundo último balanço do programa disponível, repassado pelo Ministério das Cidades, apenas 1.850 unidades de 110.129 foram contratadas no acumulado de janeiro a abril deste ano por famílias com renda mensal de até R$ 1,8 mil. O resultado representa uma redução de 51% na comparação com 2016, período em que em que as contratações já estavam aquém das expectativas devido à redução das receitas provocada pela recessão econômica.

Lula, se pretende, como disse hoje, viajar pelo Brasil para ver “o que eles destruíram” vai ter muitos lugares para visitar.

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