Tijolaço: meta fiscal “já era”. Novo rombo será de R$ 170 bilhões

Jornalista Fernando Brito diz que o ministro da Fazenda "de fato", Romero Jucá, e o líder do Governo Temer, Andre Moura já teriam definido o aumento do rombo fiscal, com a fixação de uma nova meta de déficit, que passa da R$140 bilhões negativos para R$ 170 bilhões; "Há uma historinha – mais de desejo que de promessa – de que o grupo de Rodrigo Maia estaria negociando a provação da reforma previdenciária para 'dar cobertura' ao aumento do déficit, porque isso sinalizaria ao 'mercado' que 'piorou, mas vai melhorar'", diz Brito

Jornalista Fernando Brito diz que o ministro da Fazenda "de fato", Romero Jucá, e o líder do Governo Temer, Andre Moura já teriam definido o aumento do rombo fiscal, com a fixação de uma nova meta de déficit, que passa da R$140 bilhões negativos para R$ 170 bilhões; "Há uma historinha – mais de desejo que de promessa – de que o grupo de Rodrigo Maia estaria negociando a provação da reforma previdenciária para 'dar cobertura' ao aumento do déficit, porque isso sinalizaria ao 'mercado' que 'piorou, mas vai melhorar'", diz Brito
Jornalista Fernando Brito diz que o ministro da Fazenda "de fato", Romero Jucá, e o líder do Governo Temer, Andre Moura já teriam definido o aumento do rombo fiscal, com a fixação de uma nova meta de déficit, que passa da R$140 bilhões negativos para R$ 170 bilhões; "Há uma historinha – mais de desejo que de promessa – de que o grupo de Rodrigo Maia estaria negociando a provação da reforma previdenciária para 'dar cobertura' ao aumento do déficit, porque isso sinalizaria ao 'mercado' que 'piorou, mas vai melhorar'", diz Brito (Foto: Aquiles Lins)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço - O Ministro da Fazenda de fato, Romero Jucá, e o líder do Governo Temer, Andre Moura (aquele do Eduardo Cunha, lembram?) já definiram o aumento do rombo fiscal, com a fixação de uma nova meta de déficit, que passa da R$140 bilhões negativos para R$ 170 bilhões.

O valor é o que, informa Mônica Bergamo, na Folha:

Jucá, apontado como articulador da revisão da meta, diz que o tema “só será discutido no final do mês”, depois que Fazenda e Planejamento apresentarem projeções sobre a receita e corte de gastos do governo.

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Vai se confirmando o que – sem nenhum mérito, pois era óbvio- este blog vem afirmando há um mês: não havia meios de se chegar ao valor negativo – já imenso – programado no Orçamento. E, ainda, o que se disse aqui, há dois dias:  Romero Jucá é o Ministro da Fazenda do Brasil.

Há uma historinha – mais de desejo que de promessa – de que o grupo de Rodrigo Maia estaria negociando a provação da reforma previdenciária para “dar cobertura” ao aumento do déficit, porque isso sinalizaria ao “mercado” que “piorou, mas vai melhorar”.

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Ninguém tem condições de aprovar uma reforma da Previdência profunda a esta altura. Mesmo para a quadrilha que se acumpliciou a Temer, votar contra a denúncia de Janot e contra os aposentados é dose cavalar, mesmo com farta distribuição de emendas.

Pondera o jornalista Aziz Filho, na newsletter BússolaBR:

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A questão é: quem tem credibilidade para firmar esse pacto e combinar com os russos, no caso os eleitores com a faca nos dentes contra a reforma? No final, ficará só o aumento da meta e a tentativa de arranjar uma desculpa para acalmar Meirelles. Será que cola?

Tales Faria, no Poder360, diz que o embate de Meirelles se dará depois da votação da permanência de Temer, mas não demora muito porque Jucá, que fala em nome de Temer diz , em conversas privadas que “a máquina pública vai parar”.

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Já está parando, senhores.

A minha única dúvida é se a ampliação em R$ 30 bilhões serão o bastante para a ampliação da meta. Porque da ampliação da meta é praticamente inevitável o rebaixamento da nota de crédito do Brasil, as pressões para liberação do que foi contingenciado (R$ 47 bilhões, em duas etapas) e a fome, infinita fome, dos parlamentares que vão querer mais pelo “Fica, Temer”.

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