Tijolaço: Justiça politizada sacrifica o único que pode enfrentar o fascismo

"Está evidente que, a persistir o arreganho judicial executado por Curitiba, o Brasil está a caminho de um regime fascista. Quem não o percebe, achando que, sem Lula, pode prevalecer uma solução política convencional, está cego pela suposição de sua própria pompa", avalia o jornalista Fernando Brito, ao comentar a negativa do TRF-4 sobre os recursos do ex-presidente Lula; "O que era visto como "piada" é hoje um monstro de imensas proporções. E vamos sacrificar o único que tem forças para enfrentá-lo"

"Está evidente que, a persistir o arreganho judicial executado por Curitiba, o Brasil está a caminho de um regime fascista. Quem não o percebe, achando que, sem Lula, pode prevalecer uma solução política convencional, está cego pela suposição de sua própria pompa", avalia o jornalista Fernando Brito, ao comentar a negativa do TRF-4 sobre os recursos do ex-presidente Lula; "O que era visto como "piada" é hoje um monstro de imensas proporções. E vamos sacrificar o único que tem forças para enfrentá-lo"
"Está evidente que, a persistir o arreganho judicial executado por Curitiba, o Brasil está a caminho de um regime fascista. Quem não o percebe, achando que, sem Lula, pode prevalecer uma solução política convencional, está cego pela suposição de sua própria pompa", avalia o jornalista Fernando Brito, ao comentar a negativa do TRF-4 sobre os recursos do ex-presidente Lula; "O que era visto como "piada" é hoje um monstro de imensas proporções. E vamos sacrificar o único que tem forças para enfrentá-lo" (Foto: Aquiles Lins)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço - Com a formalização da negativa a todos os embargos de declaração apresentados pela defesa de Lula – alguém duvida de que será assim? – termina hoje a fase fática do processo contra o ex-presidente no caso do tal triplex do Guarujá.

Restará apenas o exame da regularidade penal e processual, tão contaminada quanto o foi um processo que, mesmo antes de iniciado, tinha resultado certo e sabido.

Para os que não se recordam, tudo começou com um caso de incorporação imobiliária do qual os nomes de Lula e de Marisa Letícia foram pinçados e mandados, por conveniente "convicção" com o caso Petrobras, para o matadouro de Curitiba e para Sérgio Moro, o açougueiro da lei.

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O processo-mãe, que ficou em São Paulo, terminou com a absolvição de todos os citados, em primeira e segunda instâncias.

O "recorte" lulista, ao contrário, concluiu-se da forma como sabemos.

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Ou seja, no que estava destinado a ser: uma condenação que cumprisse o objetivo traçado desde 2014: "pegar Lula"

Até o momento em que, para obter – como obteve – um "descontão" nas penas, um empreiteiro se valeu de uma acusação vaga – o apartamento estaria "atribuído" a Lula e seu valor seria "descontado" de uma "caixa de propinas" por sua própria e exclusiva decisão – só havia duas "provas" que, francamente, não resitem a um sopro: uma visita de potencial comprador ao apartamento e um papel sem assinatura, rasurado sabe Deus lá quando, com o número da unidade condominial.

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Nada além disso e de elegações vagas de que "ouvi dizer" e comentários de que "a obra ficou muito boa".

Chega, agora, a revisão processual nos tribunais superiores e, afinal, a fase em que se pode esperar que a responsabilidade política que eles ao menos deveriam ter em não deixar que a determinação política das instâncias inferiores faça com que sentenças politizadas dêem sequência ao estupro da lei pela Justiça.

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Porque nada além de política pode gerar uma condenação com um conjunto processual tão esdrúxulo, onde alguém é condenado por ter recebido um apartamento que não recebeu em troca de contratos que o próprio Juízo não sabe especificar quais foram, mas por uma nova versão de "domínio do fato".

Não é, infelizmente, provável que se vá fazê-lo, porém.

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Não apenas a nomeação de juízes – inclusive e, talvez, sobretudo nos governos Lula e Dilma – costuma ficar ao sabor do campo conservador da Justiça e dos acordos políticos de governabilidade quanto, mesmo para os que vêm de fora deste critério, a toga suprema parece ter o condão de tornar exibidos e ferozmente conservadores.

Há, porém, a política, no melhor dos sentidos, aquele que cuida do que é melhor para o conjunto da sociedade, até mesmo que ele se reparta entre visões de mundo diversas, ideologias e partidos, como esperança.

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Está evidente que, a persistir o arreganho judicial executado por Curitiba, o Brasil está a caminho de um regime fascista. Quem não o percebe, achando que , sem Lula, pode prevalecer uma solução política convencional, está cego pela suposição de sua própria pompa.

Ou a Justiça acha que sobreviverá, intacta, à ascensão de um fascista violento?

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O que era visto como "piada" é hoje um monstro de imensas proporções.

E vamos sacrificar o único que tem forças para enfrentá-lo.

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