Tijolaço: já são 58 dias sem pesquisas de popularidade do governo
Jornalista Fernando Brito registra que o sumiço de grande institutos de pesquisa como Ibope e Datafolha falam "praticamente por si só"; "A última foi divulgada dia 9 de abril, uma semana antes no 'domingo da vergonha' que o país assistiu ao vivo, aquele, do 'sim pela mamãe, pelos meus filhinhos, pelos netos que eles vão me dar' e murchou as orelhas da direita brasileira, tamanho o vexame", afirma; "Está dando, como se dizia no meu tempo, 'bandeira'"
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Por Fernando Brito, do Tijolaço - Já são 58 dias sem pesquisas de popularidade de governo e governantes.
A última foi divulgada dia 9 de abril, uma semana antes no "domingo da vergonha" que o país assistiu ao vivo, aquele, do "sim pela mamãe, pelos meus filhinhos, pelos netos que eles vão me dar" e murchou as orelhas da direita brasileira, tamanho o vexame.
Mas não é normal que as pesquisas esperem, aguardem, não sejam feitas um em cima das outras para justamente poderem registrar as mudanças na opinião pública?
Não, elas hoje são feitas de forma sistemática, porque são elas que dirigem muito do comportamento da mídia e dos agentes políticos.
É só ver como foram feitas este ano, antes da votação do impeachment.
Exceto pelo intervalo de dezembro e fevereiro (16 e 17 de dezembro para 24-25 de fevereiro), o que se explica facilmente pela ocorrência das festas de fim de ano e do carnaval neste intervalo, a frequência dos levantamentos era muito mais veloz do que este longo hiato.
Em março, saiu um Datafolha com "campo" nos dias 17 e 18. Portanto, 21 dias após a pesquisa de fevereiro.
Os mesmos 21 dias de intervalo que a separaram da feita em abril, a derradeira.
Agora, o intervalo mais que dobrou.
Se não aparecerem em cinco dias, triplicará.
Está dando, como se dizia no meu tempo, "bandeira".
Ou mostrando, como dizia o velho Brizola, que tem batata nesta chaleira.
Porque não dá para disfarçar mais que onde junta gente é "Fora, Temer!".
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