Tijolaço: 'Golpismo aperta o cerco sobre Lula'

"Tornou-se evidente que, depois que se foi afastando a possibilidade de impeachment de Dilma, a mira do golpismo brasileiro voltou-se quase que exclusivamente para um único alvo: Lula", escreve o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço; para ele, "a 'batida' policial no escritório de um de seus filhos é só um pedaço de uma ofensiva inciada há algum tempo e que não vai parar"

"Tornou-se evidente que, depois que se foi afastando a possibilidade de impeachment de Dilma, a mira do golpismo brasileiro voltou-se quase que exclusivamente para um único alvo: Lula", escreve o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço; para ele, "a 'batida' policial no escritório de um de seus filhos é só um pedaço de uma ofensiva inciada há algum tempo e que não vai parar"
"Tornou-se evidente que, depois que se foi afastando a possibilidade de impeachment de Dilma, a mira do golpismo brasileiro voltou-se quase que exclusivamente para um único alvo: Lula", escreve o jornalista Fernando Brito, do Tijolaço; para ele, "a 'batida' policial no escritório de um de seus filhos é só um pedaço de uma ofensiva inciada há algum tempo e que não vai parar" (Foto: Gisele Federicce)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço

É preciso ter nervos de aço, dentes à mostra e muita cabeça.

Tornou-se evidente que, depois que se foi afastando a possibilidade de impeachment de Dilma – primeiro, com a rearticulação com o PMDB; depois, com a desmoralização de Eduardo Cunha – a mira do golpismo brasileiro voltou-se quase que exclusivamente para um único alvo: Lula.

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A "batida" policial no escritório de um de seus filhos é só um pedaço de uma ofensiva inciada há algum tempo e que não vai parar, porque há um nítido ânimo – talvez seja melhor chamá-lo de obsessão – no Ministério Público e na Polícia Federal para "pegar o Lula", seja lá por que for, como for e por meio de quem for.

E sempre, ou quase sempre, numa família ou num círculo de amigos, auxiliares ou simples conhecidos quem tenha feito, com o perdão da expressão, "alguma cagada". Seja em relação a Lula, a mim, ao Zé ou ao Antônio.

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A parentalha da direita, claro, faz o que quer e bem entende, porque os nossos guapos "homens de preto" não lhes dão a menor bola.

A ilusão das "instituições republicanas" numa sociedade rachada de forma abismal como a nossa transforma-se numa politização desabrida, segundo o corte de classe dos seus integrantes. Devidamente concursados e fartamente remunerados – inclusive com penduricalhos de escassíssima moralidade – , vão nos livrar destes "inferiores e ladrões" da política.

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Os da esquerda, claro, porque os da direita estalavam os dedos e mandavam tudo para as gavetas.

E depois, há uma vantagem: não é preciso provar nada. Basta ter feito um contrato qualquer com qualquer um que tenha se metido em maracutaias para que seja exposto como provável ladrão.

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As provas, ah, estas ficam para daqui a um ano, quando as "sentenças" já tiverem transitado na opinião pública.

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