Tijolaço: Fala inacreditável de Renan não causou indignação
"É inacreditável que um dos principais líderes do parlamento, o homem que teve força para ignorar uma ordem do STF e fazer o tribunal dobrar os joelhos,esteja dizendo com todas as letras que um rematado criminoso, de dentro da cadeia, esteja manipulando as nomeações e indicações para postos-chave da administração da República", escreve o jornalista Fernando Brito; "E não é um escândalo na nossa imprensa, não provoca indignação, comentários ou crítica", completa
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Por Fernando Brito, do Tijolaço
O que tinha sido mencionado aquilo, no post anterior, com base na apuração de Tales Faria, do Poder360, foi assumido em voz alta pelo Senador Renan Calheiros: Temer está patrocinando um avanço de Eduardo Cunha sobre seu governo.
— Nessa disputa entre o PSDB e o PMDB do Eduardo Cunha pelo comando do governo, nós somos radicalmente a favor do PSDB. Eu prefiro um governo formado pelo PSDB do que pelo Eduardo Cunha. Eu inclusive já defendi um espaço maior para o PSDB — disse Renan, em O Globo.
Renan, que tem inegável liderança do PMDB do Senado, não economizou nas palavras:
— Eu disse ao Moreira: fala com o Padilha para voltar imediatamente porque senão o Eduardo Cunha senta lá na cadeira dele o Gustavo Rocha. O Padilha tem que voltar logo, já está sarado — reclamou Renan.
Adjetivações semelhantes foram usadas para a indicação do cunhista Eduardo Cunha para o Ministério da Justiça e Renan chegou ao ponto de dizer que o juiz Sérgio Moro “foi solidário com Temer, dizendo que ele estava sendo chantageado e vetando as perguntas de Cunha ao presidente.
Vetou as perguntas, mas não se deu um pio sobre os efeitos práticos da chantagem: a ocupação de espaços no Governo.
É inacreditável que um dos principais líderes do parlamento, o homem que teve força para ignorar uma ordem do STF e fazer o tribunal dobrar os joelhos,esteja dizendo com todas as letras que um rematado criminoso, de dentro da cadeia, esteja manipulando as nomeações e indicações para postos-chave da administração da República.
Renan diz que o presidente indicado pelo PMDB para a comissão que relata a reforma da Previdência,o declarado cunhista (e indicado por isso) trouxe as orientações da visita que fez a Cunha no complexo penal onde ele está detido.
E não é um escândalo na nossa imprensa, não provoca indignação, comentários ou crítica.
Is espaços nos jornais vão para Michel temer dizer que é indispensável o papel da mulher “nos afazeres domésticos”.
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