Tijolaço: Doria, o Collor, é a salvação tucana contra Bolsonaro?

"Há algum tempo já se desenha a modelagem de João Dória Jr como o novo Collor que a direita precisa para fazer frente ao cenário de ruína política que seus personagens centrais se viram metidos", diz o jornalista Fernando Brito sobre a nova aposta do PSDB para se manter vivo em 2018; Brito diz que coxinhas e fascistas vão desfilar seu ódio na paulista no dia 26 e, paradoxalmente, terá de protestar contra quem está fora do poder já há quase um ano; "A perda de foco vai permitir todo tipo de derivação e pregação da selvageria. Seus heróis serão Dória e Bolsonaro"

"Há algum tempo já se desenha a modelagem de João Dória Jr como o novo Collor que a direita precisa para fazer frente ao cenário de ruína política que seus personagens centrais se viram metidos", diz o jornalista Fernando Brito sobre a nova aposta do PSDB para se manter vivo em 2018; Brito diz que coxinhas e fascistas vão desfilar seu ódio na paulista no dia 26 e, paradoxalmente, terá de protestar contra quem está fora do poder já há quase um ano; "A perda de foco vai permitir todo tipo de derivação e pregação da selvageria. Seus heróis serão Dória e Bolsonaro"
"Há algum tempo já se desenha a modelagem de João Dória Jr como o novo Collor que a direita precisa para fazer frente ao cenário de ruína política que seus personagens centrais se viram metidos", diz o jornalista Fernando Brito sobre a nova aposta do PSDB para se manter vivo em 2018; Brito diz que coxinhas e fascistas vão desfilar seu ódio na paulista no dia 26 e, paradoxalmente, terá de protestar contra quem está fora do poder já há quase um ano; "A perda de foco vai permitir todo tipo de derivação e pregação da selvageria. Seus heróis serão Dória e Bolsonaro" (Foto: Aquiles Lins)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço - A manifestação coxinha marcada para 26 de março será um bom termômetro do que se passa na direita.

Vai emergir o quadro de confusão que impera na direita brasileira.

Embora Lula e o petismo em geral vão ser atirados, sem mais delongas, ao inferno de Moro, enquanto o tucanato e o "temerato" permanecem no purgatório do STF, o fato é que todos os seus nomes-símbolo e a cozinha presidencial flutuará na lama das delações.

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Chega a ser patético ler Aécio Neves, hoje, na Folha, vociferando contra vazamentos, acusações de ordem moral e protestando pelos danos a honra de quem é acusado sem que haja antes a condenação.

Como Serra, saiu do jogo sucessório. Alckmin, em menor escala, sairá salpicado.

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Há algum tempo já se desenha a modelagem de João Dória Jr como o novo Collor que a direita precisa para fazer frente ao cenário de ruína política que seus personagens centrais se viram metidos.

Marina também não parece ser promissora neste momento quem que a histeria cevada e adubada durante anos se reflete no desejo de um "homem forte" para por ordem na casa.

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Por incrível que pareça, este perfil se encaixa nas outras duas candidatura que ganham expressão.

A de Jair Bolsonaro, o selvagem, na base do "prendo, arrebento, segrego, enquadro e xingo".

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Sua plataforma econômica é zero, um pouco menos que a de Dória, que talvez se apresente tentando salvar a economia através de doação: o governo doa o patrimônio público e as empresas doam algum para reformar as pracinhas. E, claro, estas doações serão feitas todas, sempre, com a pureza angelical que seus patronos tucanos estão vendo reveladas pelas delações.

A outra candidatura que, paradoxalmente, surge desta demanda de "homem forte" é a de Lula. Se os argumentos moralistas contra ele são poderosos – embora os processos que i mirem, pessoalmente, sejam quinquilharias amplificadas pela matilha curitibana, Lula tem algo que nenhum deles pode ostentar: o passado de prosperidade vivido pelo Brasil enquanto ele governou.

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Tanto é assim que a principal aposta contra ele é proibi-lo de entrar na disputa, o que soa estranho sobre quem se diz ser odiado, desprezado, estar desmoralizado e arruinado perante a opinião pública.

Coxinhas e fascistas vão desfilar seu ódio na paulista no dia 26 e, paradoxalmente, terá de protestar contra quem está fora do poder já há quase um ano.

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A perda de foco vai permitir todo tipo de derivação e pregação da selvageria. Seus heróis serão Dória e Bolsonaro.

O primeiro tem a vantagem do dinheiro e da mídia, mas ainda tem um ano para administrar uma cidade e isso o coloca vulnerável a um eventual agravamento da crise econômica.

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Bolsonaro, por sua vez, tem a seu favor o medo, a insegurança, o desespero que a crise traz, o que pode expandir sua influência para além dos grupos de mentecaptos do "mito". Contra si, outsider como é, só tem o cérebro e os sentimentos de democracia e humanidade da população.

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