Tijolaço: Carmen Lúcia pode não resistir ao embate com Renan
"Como no clássico do faroeste, não vai sair todo mundo vivo deste enfrentamento. E a ministra, cá entre nós, não tem o physique du rôle de Wyatt Earp. Mesmo que seu Colt seja a Globo", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço; segundo ele, a presidente do STF erra ao tentar evitar a paz entre os poderes
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Por Fernando Brito, editor do Tijolaço
Carmem Lúcia esnobou o encontro sugerido para amanhã com Renan Calheiros, patrocinado por Michel Temer.
Mandou dizer, pela coluna de Jorge Bastos Moreno, que tinha a agenda cheia.
Renan não se fez de rogado.
Respondeu a presidente do STF em pé de igualdade, como presidente do Congresso:
— Eu concordo com a manifestação da ministra Cármen Lúcia. Ela fez exatamente, como presidente do STF, como eu fiz ontem como presidente do Senado. Faltou uma reprimenda ao juiz de primeira instância, que usurpou a competência do Supremo Tribunal Federal. Porque, toda vez que alguém da primeira instância usurpa a competência do STF, quem paga a conta é o Legislativo. Sinceramente, respeitosamente, não dá para continuar assim.
Mas mandou a pata em cima do Ministro da Justiça e, por consequência, em Michel Temer:
— Ele representa qual poder? A Polícia Federal não me parece ser poder de Estado. Eu terei muita dificuldade de participar de qualquer encontro na presença do ministro da Justiça, que protagonizou um espetáculo contra o Legislativo
Encontro público neste pé-de- guerra não pode dar boa coisa.
Na melhor das hipóteses, cumprimento frio e formal, que só piora a situação.
Como no clássico do faroeste, não vai sair todo mundo vivo deste enfrentamento.
E a ministra, cá entre nós, não tem o physique du rôle de Wyatt Earp.
Mesmo que seu Colt seja a Globo.
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