Tijolaço: a reforma da Previdência “subiu no telhado”. Mas, cuidado, lá moram os gatos
"O mercado financeiro reage até agora com timidez à 'jogada de toalha' de Michel Temer, no Estadão, praticamente admitindo a derrota de seu projeto de reforma previdenciária- 1% de alta do dólar, embalado também pela quase certeza de que o banco central norte-americano (o Federal Reserve) vai subir os juros por lá, o que chama dólares de volta aos EUA, ainda que em pequena escala", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço; Mas não creia que a novela está acabada, não. Ainda se trava uma batalha surda para ver com quem fica o chabu da reforma que não houve"
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Por Fernando Brito, do Tijolaço - O mercado financeiro reage até agora com timidez à "jogada de toalha" de Michel Temer, no Estadão, praticamente admitindo a derrota de seu projeto de reforma previdenciária- 1% de alta do dólar, embalado também pela quase certeza de que o banco central norte-americano (o Federal Reserve) vai subir os juros por lá, o que chama dólares de volta aos EUA, ainda que em pequena escala.
Mas não creia que a novela está acabada, não.
Ainda se trava uma batalha surda para ver com quem fica o chabu da reforma que não houve. Rodrigo Maia preferia que o Governo desistisse e pedisse a retirada de pauta, para que a "conta", diante do mercado financeiro, ficasse no Executivo. Temer prefere deixar com os deputados, dizendo que ""Eu já fiz a minha parte nas reformas e na Previdência".
De um lado e de outro, algo terá de ser feito para compensar a frustração da "turma da bufunfa" com o fiasco. Algo bem mais substancioso que os fracos sinas de "retomada econômica" que catam, aqui e ali para dizer que as coisas vão bem.
É quase inevitável que as agências de classificação de risco, diante do fiasco da reforma, rebaixem, como fez a Standard & Poor's, a nota brasileira. A Bolsa e o câmbio, em patamares irreais, também podem ajudar nesse abalo, principalmente porque as ações chegaram àquela situação de que "estão subindo porque estão subindo" sem que haja segurança alguma, para falar o menos, de que seus resultados correspondam a esta alta.
Afinal, uma valorização de 20% em dois meses é dose para leão crer que não tenha algo de bolha.
A aposta de que a condenação de Lula seria, o "seus problemas acabaram" para o mercado durou pouco.
E, no mundo das finanças, incerteza rima com falta de solidez.
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