Tiburi no Rio pode reacender o espírito Marielle, dizem pesquisadores
Os professores Eduardo Viveiros, pesquisador de ciência política da PUC-SP, e Deysi Cioccari, doutora em ciência política pela mesma PUC-SP, explicam por que o PT convidou a filósofa Márcia Tiburi para encabeçar a chapa para governadora do Rio de Janeiro, em reportagem especial do site Nexo; para Cioccari, a comoção em torno da vereadora executada Marielle Franco é um dos fatores que tornam a virtual candidatura de Tiburi um elemento de força simbólica
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247 – Os professores Eduardo Viveiros, pesquisador de ciência política da PUC-SP, e Deysi Cioccari, doutora em ciência política pela mesma PUC-SP, explicam por que o PT convidou a filósofa Márcia Tiburi para encabeçar a chapa para governadora do Rio de Janeiro, em reportagem especial do site Nexo. Para Cioccari, a comoção em torno da vereadora executada Marielle Franco é um dos fatores que tornam a virtual candidatura de Tiburi um elemento de força simbólica.
“Amorim é um quadro do PT mais conhecido até nacionalmente. Pode ter seu nome escolhido para uma composição com outros partidos de centro-esquerda e da esquerda. O PT nunca foi forte na disputa do executivo no Rio, e lançar um nome novo, uma figura mais ligada à área intelectual, que expressou críticas ao próprio partido, pode indicar uma disposição à composição também em nível estadual, aproximando o PT do PSOL, por exemplo. De qualquer modo, renovar o quadro partidário e preparar figuras de peso para possíveis composição são indicadores de que o PT começa a sair do imobilismo e do choque trazidos com a prisão de Lula. Resta ver como se comportarão as lideranças do partido em outros Estados e, principalmente, em nível nacional”, diz Eduardo Viveiros, pesquisador de ciência política da PUC-SP.
“Trocar Celso Amorim pela filósofa Márcia Tiburi no Rio num momento em que o país inteiro ainda permanece sob a comoção da morte da vereadora Marielle traz à tona a discussão da participação da mulher na política como agente transformador. É uma forma de colocar a mulher no centro do debate não como injustiçada, como ainda o é Marielle, mas como protagonista. A presença de Márcia na política traz o debate do feminismo para a pauta num momento em que a luta das mulheres tem sido um dos grandes temas de reflexão da sociedade. Além de tudo, ela enquadra-se no outsider: não tem o ranço da velha política e é uma mulher de opiniões fortes e com presença acadêmica relevante. É uma pensadora dos tempos atuais, diferente de todos os outros candidatos”, diz Deysi Cioccari, doutora em ciência política pela PUC-SP.
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