Tentativa de ajuste fiscal foi erro, diz Dilma
Em entrevista a Carta Capital, presidente afastada afirma que governo pensou ser possível um processo de ajuste de um ano, “mas era incompatível em 2015 com a realidade política do país"; para a petista, houve resistência política a aumento de impostos e a reformas que significassem reduzir os recursos destinados a alguns setores da população; Dilma disse ainda que o presidente interino Michel Temer adotou um programa que visa a terminar com projetos sociais, acabar com o pré-sal e sair privatizando: "Um governo de homens brancos aflitos pela misoginia"
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247 - A presidente afastada Dilma Rousseff afirmou, em entrevista à revista Carta Capital, que tentar fazer um ajuste fiscal em 2015 foi um erro. Segundo ela, o governo pensou que seria possível um processo de ajuste de um ano, “mas era incompatível em 2015 com a realidade política do país." Para Dilma, houve resistência política a aumento de impostos e a reformas que significassem reduzir os recursos destinados a alguns setores da população.
Dilma afirmou que o presidente interino Michel Temer adotou um programa que visa a terminar com projetos sociais, acabar com o pré-sal e sair privatizando, totalmente diferente das propostas da chapa pela qual foi eleito com ela em 2014.
Dilma afirmou que lutará "em todas as dimensões e consequências" para não perder definitivamente o mandato. "Primeiro vamos fazer uma grande mobilização democrática, na sequência podemos apresentar um programa de muitas forças."
Dilma classificou à revista a gestão de Temer como "governo de homens brancos aflitos pela misoginia". E acusou o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de continuar dando as cartas no governo, na Câmara e no Senado. Segundo ela, houve uma reagrupação de forças conservadoras de direita dentro do PMDB que deu hegemonia a Cunha e seus aliados.
Dilma criticou ainda o ministro de Relações Exteriores, José Serra, cujas declarações, na opinião dela, subestimam a importância da América Latina e do Mercosul para o Brasil. E afirmou que a posição do economista em relação à África revela "certo colonialismo".
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