Temer pra quê?, questiona Costa Pinto

Jornalista Luis Costa Pinto faz uma lúcida análise sobre a derrocada do governo de Michel Temer, desde o fracasso econômico do seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, à revolta dos deputados que não terão suas emendas pagas depois de terem empenhado voto para salvá-lo; "Manter Temer para quê? Por que? A serviço de quem? Não seria hora de antecipar a agonia dos próximos meses, encurtando seu tempo de duração, e pôr para rodar um debate sobre as questões centrais do país e de sua economia?", questiona; "Deixar seguir o curso natural e constitucional da transição, renovando o poder e as expectativas, permitindo ao Brasil que abra desde já as janelas do futuro –que é 2018"

Jornalista Luis Costa Pinto faz uma lúcida análise sobre a derrocada do governo de Michel Temer, desde o fracasso econômico do seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, à revolta dos deputados que não terão suas emendas pagas depois de terem empenhado voto para salvá-lo; "Manter Temer para quê? Por que? A serviço de quem? Não seria hora de antecipar a agonia dos próximos meses, encurtando seu tempo de duração, e pôr para rodar um debate sobre as questões centrais do país e de sua economia?", questiona; "Deixar seguir o curso natural e constitucional da transição, renovando o poder e as expectativas, permitindo ao Brasil que abra desde já as janelas do futuro –que é 2018"
Jornalista Luis Costa Pinto faz uma lúcida análise sobre a derrocada do governo de Michel Temer, desde o fracasso econômico do seu ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, à revolta dos deputados que não terão suas emendas pagas depois de terem empenhado voto para salvá-lo; "Manter Temer para quê? Por que? A serviço de quem? Não seria hora de antecipar a agonia dos próximos meses, encurtando seu tempo de duração, e pôr para rodar um debate sobre as questões centrais do país e de sua economia?", questiona; "Deixar seguir o curso natural e constitucional da transição, renovando o poder e as expectativas, permitindo ao Brasil que abra desde já as janelas do futuro –que é 2018" (Foto: Aquiles Lins)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço - Trecho do imperdível artigo de Luís Costa Pinto, no Poder360:

No Ministério da Fazenda impera um cenário impensável nas primeiras semanas da “aventura Temer”: o ministro Henrique Meirelles perdeu o brilho, a graça e o ar de unanimidade que o fazia flutuar por sobre os gramados da Esplanada dos Ministérios até há 2 semanas. Assistindo à derrocada de sua agenda de duríssimo arrocho fiscal, sem poder contar com as alquimias da reforma da Previdência Social, necessária e urgente, porém vendida como panaceia aos veículos de comunicação a peso de ouro (as campanhas publicitárias da Reforma Previdenciária, inúteis até aqui, já consumiram mais de R$ 100 milhões dos cofres da Secretaria de Comunicação do Planalto), acuado ante a incapacidade de crescimento sustentável da economia nacional, restou o caminho mais rápido e mais ruinoso a Meirelles –aumentar impostos e criar novas taxas.

Nas próximas semanas testemunharemos a provável recusa, pelo plenário da Câmara dos Deputados, da abertura de processo por corrupção passiva de um Michel Temer transformado em zumbi no Palácio que devia comandar. Depois disso, assistiremos a uma espiral crescente de novas denúncias contra o mesmo Temer. Isso levará o Congresso a ser de novo incendiado pelos debates maniqueístas e estéreis do “sim” e do “não”, recusando-se a discutir o diapasão entre o que já fomos, o onde estamos e o para onde queremos ir.

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Em meio ao turbilhão brasiliense, ampliar-se-á a grita de parlamentares que se sentirão ludibriados por um governo que não terá verba para pagar o verbo empenhado pró-Temer e haverá governadores marchando a Brasília de pires a mão porque os erários estaduais secaram. O inferno na Terra, a partir de agosto, será a capital da República brasileira.

Ante tudo o que foi exposto, manter Temer para quê? Por que? A serviço de quem? Não seria hora de antecipar a agonia dos próximos meses, encurtando seu tempo de duração, e pôr para rodar um debate sobre as questões centrais do país e de sua economia? Dar a Temer o que Temer precisa: tempo para se defender e para se dedicar às peças jurídicas que precisará apresentar a fim de escapar do encontro inexorável com o xilindró? Feito isso, deixar seguir o curso natural e constitucional da transição, renovando o poder e as expectativas, permitindo ao Brasil que abra desde já as janelas do futuro –que é 2018– para assegurar que ele existirá?

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