Temer escolheu o pior termômetro para seu fracasso

O colunista José Roberto Toledo destaca como Michel Temer, ao dizer que gostaria que seu mandato fosse medido pelo combate ao desemprego, não poderia ter escolhido termômetro pior; " Ele já bateu esse recorde [de desemprego] oito vezes. Nesses 12 meses, a taxa de desocupação nacional saltou de 10,9% para 13,7%", escreve

Michel Temer e desemprego
Michel Temer e desemprego (Foto: Giuliana Miranda)


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247 - Ao afirmar que quer que seu período no governo seja medido pelo combate ao desemprego, Michel Temer não poderia ter escolhido termômetro pior, diz o colunista José Roberto Toledo no Estado de S.Paulo.

"É fato que Temer pegou a Presidência com o desemprego mais alto da série histórica, mas, desde então, ele já bateu esse recorde oito vezes. Nesses 12 meses, a taxa de desocupação nacional saltou de 10,9% para 13,7%.

Os quase três pontos de diferença entre o pré e o pós Temer se tornam mais dramáticos quando convertidos em pessoas. Foram 3,1 milhões de novos desocupados entre o primeiro trimestre de 2016 e o primeiro trimestre deste ano, chegando a inéditos 14,2 milhões de brasileiros desempregados e que procuram emprego.

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Nunca - desde que o IBGE passou, no começo de 2012, a medir a taxa nacional de ocupação em médias trimestrais - tão poucas pessoas estiveram empregadas no Brasil. Há 1,2 milhão de ocupados com carteira assinada a menos do que quando Temer assumiu a Presidência - com as nefastas implicações que isso tem sobre o déficit público: quanto menos empregados, menos contribuintes há para o Fisco e a Previdência.

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O desemprego se correlaciona à impopularidade presidencial. E é dos políticos querer ser querido, não só por vaidade. Como Temer diz na entrevista, "se estiver mal (de popularidade, na eleição de 2018), ninguém vai querer se aproximar. Não é assim a vida?". É. Sarney virou palavrão em 1989. FHC foi esquecido em 2002.

Tivesse Temer escolhido os reais motivos que o levaram à Presidência como régua para medir seu sucesso, melhores chances teria de alcançá-lo. Foi a promessa de reformas que estimulou o empresariado a caminhar rumo à "Ponte para o futuro" - o equivalente peemedebista à "Carta ao povo brasileiro" de Lula em 2002. Sabe-se que Temer sabe disso porque ele próprio disse."

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