Temer adota modelo Sarney no combate contra a seca

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, convoca os colunistas da grande imprensa a justificarem "como o 'pacto federativo' está preservado agora que Michel Temer (PMDB) retirou dos governadores do Nordeste a execução de obras de combate à seca para transferi-la aos diretores locais do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, escolhidos a dedo entre os apaniguados da bancada do PMDB"; "Parece que voltamos aos tempos de Sarney: centrão e coronelismo, agora temperados com mesóclises janistas", diz Brito

Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, convoca os colunistas da grande imprensa a justificarem "como o 'pacto federativo' está preservado agora que Michel Temer (PMDB) retirou dos governadores do Nordeste a execução de obras de combate à seca para transferi-la aos diretores locais do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, escolhidos a dedo entre os apaniguados da bancada do PMDB"; "Parece que voltamos aos tempos de Sarney: centrão e coronelismo, agora temperados com mesóclises janistas", diz Brito
Jornalista Fernando Brito, do Tijolaço, convoca os colunistas da grande imprensa a justificarem "como o 'pacto federativo' está preservado agora que Michel Temer (PMDB) retirou dos governadores do Nordeste a execução de obras de combate à seca para transferi-la aos diretores locais do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, escolhidos a dedo entre os apaniguados da bancada do PMDB"; "Parece que voltamos aos tempos de Sarney: centrão e coronelismo, agora temperados com mesóclises janistas", diz Brito (Foto: Gisele Federicce)


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Por Fernando Brito, do Tijolaço

E aí, Merval?

Viu essa, Cantanhêde?

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Sacou, Míriam?

Gostou, Cristovam?

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Expliquem aí para seus leitores como Michel Temer veio para restaurar a moralidade no uso dos dinheiros públicos.

Contem para eles que agora estamos livres da “máquina lulopetista”.

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Justifiquem como o “pacto federativo” está preservado agora que Michel Temer (PMDB) retirou dos governadores do Nordeste a execução de obras de combate à seca para transferi-la aos diretores locais do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, escolhidos a dedo entre os apaniguados da bancada do PMDB, como mostra detalhadamente Igor Gadelha, no Estadão.

Mostrem como é “republicano” multiplicar por cinco as verbas do filho de Renan Calheiros, presidente do Senado, governador  que controla o Dnocs alagoano.

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Podem ficar tranquilos, a elite paulista nem liga, porque governador de São Paulo é honesto e governador do Nordeste é ladrão, por princípio. Aliás, são todos eleitos por aquele povinho que atrapalha a democracia, não é?

Isso só seria absurdo se Lula ou Dilma tirassem dos governadores para entregar aos “comissários petistas” nomeados no Dnocs, não é?

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Parece que voltamos aos tempos de Sarney: centrão e coronelismo, agora temperados com mesóclises janistas.

A única diferença – meu Deus, jamais imaginei que iria dizer isso! – é que Sarney falava e escrevia melhor que Temer.

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