Sob nova direção, Veja recicla seu ódio a Lula

Na primeira edição comandada por André Petry, Veja não conseguiu se desvencilhar de sua pauta única nos últimos anos, que tem sido alimentar o ódio ao ex-presidente Lula; a revista, que circulou neste sábado, também tinha um problema interno para resolver: como o tratar o caso do promotor Cássio Conserino, incensado por Veja há algumas semanas, mas estraçalhado por juristas, promotores e jornalistas nos últimos dias; a saída foi falar rapidamente em "peça amadora" e abordar "o desespero da jararaca", sobre um ex-presidente Lula supostamente "acuado por um pedido de prisão preventiva"

Na primeira edição comandada por André Petry, Veja não conseguiu se desvencilhar de sua pauta única nos últimos anos, que tem sido alimentar o ódio ao ex-presidente Lula; a revista, que circulou neste sábado, também tinha um problema interno para resolver: como o tratar o caso do promotor Cássio Conserino, incensado por Veja há algumas semanas, mas estraçalhado por juristas, promotores e jornalistas nos últimos dias; a saída foi falar rapidamente em "peça amadora" e abordar "o desespero da jararaca", sobre um ex-presidente Lula supostamente "acuado por um pedido de prisão preventiva"
Na primeira edição comandada por André Petry, Veja não conseguiu se desvencilhar de sua pauta única nos últimos anos, que tem sido alimentar o ódio ao ex-presidente Lula; a revista, que circulou neste sábado, também tinha um problema interno para resolver: como o tratar o caso do promotor Cássio Conserino, incensado por Veja há algumas semanas, mas estraçalhado por juristas, promotores e jornalistas nos últimos dias; a saída foi falar rapidamente em "peça amadora" e abordar "o desespero da jararaca", sobre um ex-presidente Lula supostamente "acuado por um pedido de prisão preventiva" (Foto: Aline Lima)


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247 – Veja mudou para, aparentemente, deixar tudo como está. Esta é a leitura da primeira edição da revista fechada sob o comando do novo diretor, André Petry, após a saída de Eurípedes Alcântara.

Em vez de tentar fazer algo diferente, Petry dedicou a capa, mais uma vez, àquela que tem sido a pauta única de Veja nos últimos anos: alimentar o ódio ao ex-presidente Lula. Embora não o tenha vestido de presidiário, como fez Eurípedes, Petry retratou Lula como uma Medusa repleta de jararacas, que estaria desesperado e "acuado" por um pedido de prisão preventiva.

No entanto, quem ficou acuado, nesta semana, foi o promotor Cássio Conserino, criticado por juristas, promotores e até jornalistas de veículos da imprensa familiar. Neste sábado, por exemplo, ele apanhou duramente nos editoriais de Globo e Folha. Um promotor, Vladimir Aras, também afirmou que nunca se viu tanta inépcia numa denúncia.

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Essa era uma saia justa para Veja, que, há algumas semanas, antecipou na capa a denúncia que Conserino faria contra Lula, tratando-o como um bravo e destemido procurador. Na reportagem deste fim de semana, a denúncia foi tratada como "peça amadora", sem maiores explicações. Ao que tudo indica, Veja se soma ao coro dos que preferiam que Lula fosse denunciado pela força-tarefa da Lava Jato.

Com Petry, Veja confirmou a máxima de Tomasi di Lampedusa, em "O Leopardo": "É preciso que algo mude para deixar tudo como está".

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