Sistema político foi contestado nas urnas, diz Kotscho
"Numa eleição atípica marcada pelo número recorde de abstenções, votos brancos e nulos, e em que predominou o discurso da antipolítica, na primeira disputa pós-impeachment, ficou ainda mais evidente a necessidade de uma profunda reforma de todo o sistema político-partidário-eleitoral, que foi contestado nas urnas numa campanha acompanhada com desinteresse pela população", avalia o jornalista, que destaca o crescimento do PSDB e a derrota do PT no segundo turno
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247 - O jornalista Ricardo Kotscho analisa nesta segunda-feira, 31, que a "inversão de posições do vitorioso PSDB e do derrotado PT no novo mapa político do País que sai das urnas".
"Basta citar um dado somente para evidenciar a guinada radical na balança do poder, apenas dois anos após a última eleição presidencial. Em relação à disputa municipal de 2012, o PSDB cresceu 89% na parcela da população que vai governar (48,7 milhões), enquanto o PT caia na mesma proporção (85%), ficando com apenas 5,9 dos 38 milhões que tinha em 2012. Foi uma lavada", afirma.
Ele destaca as derrotas do PT no segundo turno, em que não saiu vitorioso em nenhuma das sete cidades em que disputou, além de perder o chamado "cinturão vermelho" em São Paulo, que agora virou "cinturão tucano", que deve beneficiar o governador Geraldo Alckmin na disputa interna para a candidatura do partido a presidência em 2018.
"Com a derrocada do PT, o principal partido da oposição e do que sobrou da esquerda passou a ser o PDT de Ciro Gomes, que venceu em Fortaleza e outros 334 municípios, onde vivem 13 milhões de pessoas", diz Kotscho, destacando também o crescimento do PRB, de Marcelo Crivella, que ganhou a disputa no Rio.
"Numa eleição atípica marcada pelo número recorde de abstenções, votos brancos e nulos, e em que predominou o discurso da antipolítica, na primeira disputa pós-impeachment, ficou ainda mais evidente a necessidade de uma profunda reforma de todo o sistema político-partidário-eleitoral, que foi contestado nas urnas numa campanha acompanhada com desinteresse pela população", analisa.
Leia na íntegra o artigo de Ricardo Kotscho.
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