Singer: prisão de Cunha exige reflexão crítica
A prisão de Eduardo Cunha, por ser um personagem politicamente nefasto, conseguiu a proeza de unificar centro, esquerda e direita contra si, mas, por outro lado, exige "reflexão crítica, sob pena de coonestar o que parece uma escalada autoritária, ainda que sob o disfarce de rigor legal", avalia o colunista André Singer da Folha de S.Paulo
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247 - A prisão de Eduardo Cunha, por ser um personagem politicamente nefasto, conseguiu a proeza de unificar centro, esquerda e direita contra si, mas, por outro lado, exige "reflexão crítica, sob pena de coonestar o que parece uma escalada autoritária, ainda que sob o disfarce de rigor legal", avalia o colunista André Singer da Folha de S.Paulo.
"O farol amarelo foi ligado quando Moro prendeu e soltou o ex-ministro Guido Mantega no espaço de algumas horas um mês atrás. Embora diversos precedentes tenham ocorrido, o episódio do ex-titular da Fazenda, pelo que teve de evidentemente arbitrário, despertou uma consciência mais ampla a respeito do risco que correm os direitos civis fundamentais no país.
Não obstante, Moro duplicou a aposta, mandando prender outro ex-ministro da Fazenda do PT, Antonio Palocci, poucos dias antes da eleição municipal. Talvez o histórico de problemas com os quais Palocci se envolveu no passado explique o silêncio que se seguiu à sua detenção.
Mas persistiu a percepção de que há autoritarismo em Curitiba. Cito, a propósito, o editorial da última edição de "Veja". Insuspeita de proteger Lula, como certamente se dirá da presente coluna, a revista mostra que Moro gostaria de voltar a uma época em que determinado ponto de vista só podia ser publicado após passar por censura prévia."
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