Singer: estratégia do governo sepulta 'lulismo 2018'
Para o cientista político André Singer, a estratégia adotada até o momento pelo governo da presidente Dilma Rousseff para sair da crise econômica e política "praticamente sela a derrota do lulismo em 2018"; "Na prática, o que Dilma está propondo, tanto ao capital quanto à oposição, é que a deixem concluir o mandato em troca de passar o bastão a outro bloco daqui três anos", afirma Singer; ele prevê resultado desastroso para o PT nas eleições municipais "e Dilma, mesmo se escapar do impeachment, continuará acossada por pressões golpistas. Por isso, Lula e o PT cobram outra postura imediata", afirma
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247 - O cientista político André Singer afirmou neste sábado, 9, que a estratégia adotada até o momento pelo governo da presidente Dilma Rousseff para sair da crise econômica e política "praticamente sela a derrota do lulismo em 2018".
"Pelo desenho enunciado, não haveria tempo de recuperação eleitoral. Na prática, o que Dilma está propondo, tanto ao capital quanto à oposição, é que a deixem concluir o mandato em troca de passar o bastão a outro bloco daqui três anos", afirma Singer em artigo na Folha."A opção minimalista representa o desastre. O PT levará uma tunda nas eleições municipais e Dilma, mesmo se escapar do impeachment, continuará acossada por pressões golpistas. Por isso, Lula e o PT cobram outra postura imediata", afirma.
Para Singer, ao afirmar que o PT se lambuzou no "financiamento privado", o ministro Jaques Wagner responde à pressão partidária com uma chamada à responsabilidade de cada um. "Afinal, a crise econômica é também resultado parcial da Operação Lava Jato. O recado é: todos erramos e teremos que pagar o preço juntos, não há salvação individual", afirma.
ele aborda também a pouca margem de manobra do ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, diante do quadro de aumento do desemprego e a contração da demanda. "O máximo que Barbosa promete de imediato é moderar algo o ajuste fiscal, o que equivale a atenuar alguns milímetros o garrote no pescoço da vítima. Saúde, educação, Estados e prefeituras continuarão à míngua, mas não fecharão as portas".
Leia na íntegra o artigo de André Singer.
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