Singer: é hora de barrar o arbítrio de Moro
"Agora parece que Moro ultrapassou o limite do aceitável, mesmo para corações liberais e conservadores. Por isso, espero que o episódio Mantega represente um corte. A opinião pública viu a face do arbítrio. Se ficar conivente com ele, prestará contas à história. Quando um processo autoritário se explicita, todo mundo sabe como começa, mas ninguém sabe como termina", diz o colunista André Singer
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247 – O jornalista e cientista político André Singer considera a desnecessária prisão de Guido Mantega num hospital como a gota d'água de um processo autoritário conduzido pelo juiz Sergio Moro, que deve ser contido imediatamente, na sua visão.
"Cabe lembrar que, pela terceira vez, Moro apresenta explicações mal ajambradas para decisões gravíssimas. Depois da também desnecessária condução coercitiva de Lula, em 4 de março passado, emitiu nota na qual 'lamentava' que as diligências tivessem levado a confrontos, 'exatamente o que se pretendia evitar'. Determinou a coerção para evitar conflitos? Quem acredita? Cinco dias mais tarde, Moro divulgou as famosas escutas telefônicas entre o ex-presidente Lula e a então presidente Dilma Rousseff", lembra Singer.
"Agora parece que Moro ultrapassou o limite do aceitável, mesmo para corações liberais e conservadores. Por isso, espero que o episódio Mantega represente um corte. A opinião pública viu a face do arbítrio. Se ficar conivente com ele, prestará contas à história. Quando um processo autoritário se explicita, todo mundo sabe como começa, mas ninguém sabe como termina."
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