Sakamoto: projetos de Bolsonaro propõem estatizar a pistolagem no campo

"Bolsonaro quer garantir que policiais e militares que matem em reintegração de posse de propriedades rurais ocupadas por camponeses, trabalhadores rurais, indígenas, quilombolas saiam impunes", denuncia o jornalista Leonardo Sakamoto

(Foto: Waldemir Barreto/Agência Senado)


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247 - "Nesta segunda (25), o presidente da República afirmou que vai enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei para autorizar operações de GLO (Garantia da Lei e da Ordem) para a retirada de ocupantes", aponta o jornalista Leonardo Sakamoto em sua coluna no UOL. 

"Mas, na última quinta (21), Bolsonaro disse que enviou para análise dos parlamentares um projeto de lei para isentar de punição de agentes de segurança que cometerem crimes e excessos durante operações de GLO."

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"Seriam beneficiados militares, agentes da Força Nacional, policiais federais, rodoviários federais, ferroviários federais, civis e militares e bombeiros que nessas operações repelirem "injusta agressão, atual ou iminente, a direito seu ou de outrem". Em uma reintegração de posse, a depender a interpretação, uma enxada levantada pode ser um "injusta agressão iminente"."

"Ou seja, caso as duas propostas sejam aprovadas, policiais e militares que cometerem excessos e crimes em GLOs de reintegrações de posse serão isentos de punição. Considerando que temos um rosário de conflitos fundiários no campo, isso pode levar a mais mortes e mais impunidade. Pois não serão pistoleiros ilegais a serviço de fazendeiros e grileiros (muitas vezes, policiais fora de serviço), mas agentes de segurança público com licença para matar."

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