Sakamoto: Por que não revogamos de uma vez a Lei Áurea?
Jornalista faz duas críticas à proposta do governo Temer de jornada móvel de trabalho, ideia que vem sendo vendida como algo bom, mas que na prática é um retrocesso; "Essa proposta, de picotar a jornada e diminuir o custo para o empregador, vai na direção oposta a uma demanda histórica das centrais sindicais comprometidas com o trabalhador: a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução de salário", diz
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247 - O jornalista Leonardo Sakamoto faz duas críticas à proposta do governo de Michel Temer de impor uma jornada móvel de trabalho, a fim de diminuir o custo para o empregador.
"A ideia está sendo vendida como algo bom, na qual a pessoa poderá ter ''flexibilidade'' para conseguir outro emprego. Na prática, o cabra vai ter que aparecer quando o patrão precisar de sua força de trabalho e será mandado para casa ou ficará perambulando pela rua ou descansando num quartinho do fundo da empresa enquanto espera ser necessário de novo", escreve Sakamoto.
"Essa proposta, de picotar a jornada e diminuir o custo para o empregador, vai na direção oposta a uma demanda histórica das centrais sindicais comprometidas com o trabalhador: a redução da jornada de 44 para 40 horas semanais sem redução de salário", afirma o colunista.
"Então, se ficar decidido que vale a pena passar por cima da dignidade das pessoas para obter o crescimento econômico no curto prazo, podemos – em um esforço da nação – parar de mimimi e revogar de uma vez a Lei Áurea", finaliza.
Leia aqui a íntegra.
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