Sakamoto: Moro vai atrás de punk e porteiro, mas não de miliciano
O jornalista Leonardo Sakamoto reforça que o ministério da Justiça "pediu abertura de inquérito para investigar roqueiros paraenses que organizam um festival de punk e hardcore chamado 'Facada Fest'". "O mesmo ministério, contudo, deixou de incluir Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime e ligado a Flávio Bolsonaro", critica
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247 - "Não deixa de causar espanto a seletividade do Ministério da Justiça sob o comando do ex-juiz federal Sérgio Moro, escreve o jornalista Leonardo Sakamoto. "A pasta pediu abertura de inquérito para investigar roqueiros paraenses que organizam um festival de punk e hardcore chamado 'Facada Fest'", afirma.
O colunista reforça que "o evento usou cartazes de divulgação que o governo federal considerou ofensivos à honra do presidente da República". "O mesmo ministério, contudo, deixou de incluir Adriano da Nóbrega, chefe do Escritório do Crime e ligado a Flávio Bolsonaro, na lista dos mais procurados, quando divulgou essa relação em janeiro. O líder miliciano, ligado ao antigo gabinete do filho 01, foi morto no último dia 9", continua.
"O ministro Sergio Moro fez sua carreira tentando construir a imagem de lutador contra o crime organizado. Ironicamente, tem feito muito pouco para combater o crime organizado de madeireiros, garimpeiros, grileiros e pecuaristas que formam quadrilhas e montam milícias para invadir e manter terras indígenas, levando embora suas riquezas. A Funai, vale lembrar, segue sob sua responsabilidade", acrescenta.
De acordo com o jornalista, "Moro precisa tomar cuidado para não confundir defesa da honra com culto à personalidade de um líder máximo, porque é isso o que governos autoritários fazem". "E, no caminho, fazer uma autocrítica".
Leia a íntegra no Blog do Sakamoto
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