Sakamoto: Lula ainda dá as cartas no cenário eleitoral
O jornalista Leonardo Sakamoto afirma que o debate eleitoral no país se empobreceu demais com a proscrição do candidato favorito nas intenções de voto; ele diz que a discussão se resume a um simulacro de debate e que os candidatos que seguem à caça de Lula não conseguem enunciar propostas dignas de atenção; para Sakamoto Lula, mesmo preso, segue sendo não apenas o ''grande eleitor'', mas também a personagem dotada do poder de reorganizar o tabuleiro eleitoral – o que explica que ele continue sendo cada vez mais o foco das atenções
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247 - O jornalista Leonardo Sakamoto afirma que o debate eleitoral no país se empobreceu demais com a proscrição do candidato favorito nas intenções de voto. Ele diz que a discussão se resume a um simulacro de debate e que os candidatos que seguem à caça de Lula não conseguem enunciar propostas dignas de atenção. Para Sakamoto Lula, mesmo preso, segue sendo não apenas o ''grande eleitor'', mas também a personagem dotada do poder de reorganizar o tabuleiro eleitoral – o que explica que ele continue sendo cada vez mais o foco das atenções.
O artigo de Leornardo Sakamoto destaca que "hoje, o primeiro lugar nas intenções de voto, ganhando de todos os outros competidores em um hipotético e improvável segundo turno, cumpre pena, acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, na carceragem da Polícia Federal em Curitiba. E o segundo colocado, mais prosaico, recebia auxílio-moradia mesmo tendo imóvel próprio em Brasília, e foi acusado de empregar funcionária-fantasma em seu gabinete".
O jornalista ainda frisa: "o aumento da pobreza e do desemprego, a falta de recursos para garantir serviços públicos e a incompetência na gestão da segurança pública contribuiu com a explosão do medo da violência – problema muito maior que a violência em si. Nesse contexto, o desejo por ''ordem'' ganha força. O estudo 'Medo da Violência e Autoritarismo no Brasil', produzido pelo mesmo Fórum Brasileiro, com levantamento do Datafolha, mostrou no ano passado que, em uma escala de zero a dez, a sociedade brasileira marca 8,1 na propensão a endossar posições autoritárias. Ou seja, diante do medo trazido pelo caos, muitos aceitam abrir mão de sua liberdade."
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