Sakamoto: discurso de Bolsonaro mostra que país se acostumou a presidente que mente

"Bolsonaro fez um pronunciamento em rede nacional de TV, nesta véspera de Natal, mostrando que pouco importam os fatos diante das crenças dele. E que a verdade é tudo aquilo que ele diz, a despeito da realidade gritar ao contrário", constata o jornalista Leonardo Sakamoto

(Foto: Antonio Cruz/ Agência Brasil)


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247 - Bolsonaro fez um pronunciamento em rede nacional de TV, nesta véspera de Natal, mostrando que pouco importam os fatos diante das crenças dele. E que a verdade é tudo aquilo que ele diz, a despeito da realidade gritar ao contrário", constata o jornalista Leonardo Sakamoto, em sua coluna no portal UOL. 

"Estamos terminando 2019 sem qualquer denúncia de corrupção."

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 O ano foi marcado por denúncias de que partido pelo qual se elegeu, o PSL, administrou um vasto laranjal eleitoral. Seu ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, foi indiciado pela Polícia Federal e denunciado pelo Ministério Público. O suco da laranja teria bancado até material de campanha do próprio Bolsonaro. Isso sem contar as investigações que apontam que não apenas seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, mas o clã como um todo pode estar envolvido na corrupção gerenciada por seu homem de confiança, Fabrício Queiroz. 

 "O mundo voltou a confiar no Brasil."  

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O país, sob sua gestão, despencou da posição de referência global contra as mudanças climáticas para se tornar um pária ambiental. O presidente fomentou, com seus discursos e com o desmonte da fiscalização, o desmatamento e as queimadas na Amazônia. Fundos de investimentos começaram a se desfazer de posições no Brasil diante da incapacidade do país em provar que seus empreendimentos operam de forma de sustentável.  

"O viés ideológico deixou de existir em nossas relações comerciais."

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  O governo proporcionou uma guinada na política externa, abandonando a histórica independência. Adotou um comportamento de vassalagem com os Estados Unidos, mas viu Donald Trump ser pragmático, mantendo a Argentina como preferência na indicação à OCDE, o clubão dos países ricos. Colocou a ideologia à frente de exportações, e por conta de uma embaixada em Jerusalém e do desmatamento, criou desavenças desnecessárias com países islâmicos e europeus.

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