Sakamoto: Bolsonaro precisa deixar claro que, para a Presidência, miliciano é bandido
O jornalista Leonardo Sakamoto afirma que "o governo Jair Bolsonaro vai acabar sendo acusado de cúmplice de milícias"; "A cumplicidade se deve ao fato do presidente da República parecer fazer de conta que essas organizações não são um problema real, quando elas já controlam um território maior que o do tráfico de drogas no Rio de Janeiro"
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247 - O jornalista Leonardo Sakamoto, em sua coluna no UOL, afirma que "o governo Jair Bolsonaro vai acabar sendo acusado de cúmplice de milícias".
"E a razão não era a defesa apaixonada que o presidente, quando deputado federal, fazia desses grupos de bandidos oriundos das forças de segurança sob a justificativa de garantirem a ordem. Tampouco foram as homenagens prestadas a milicianos assassinos por seu filho 01, o senador Flávio Bolsonaro, quando este era deputado estadual. Ou a contratação para o gabinete do primogênito na Assembleia Legislativa do Rio, da mãe e da esposa de um dos mais temidos chefes de milícia. Ou ainda a coincidência de sua casa ficar a poucos passos da residência do executor de Marielle Franco e a coincidência maior ainda de seu filho 04 ter namorado a filha do miliciano – que também pode estar envolvido na maior apreensão de fuzis da história do Rio", destaca o jornalista.
Sakamoto destaca que "a cumplicidade se deve ao fato do presidente da República parecer fazer de conta que essas organizações não são um problema real, quando elas já controlam um território maior que o do tráfico de drogas no Rio de Janeiro".
Ele ainda destaca que "milícia e tráfico já vivem uma simbiose de métodos e territórios, tanto que – não raro – é difícil diferenciá-los. Mas tudo é tão escrachado e visível que vemos apoiadores de milicianos aparecem nas redes sociais e na política, chamando esses bandidos de heróis e pedindo a morte dos outros bandidos, os traficantes. O escracho é tão grande que se defende os métodos aplicados pelas milícias, de tortura e morte, de qualquer pessoa que seja contra a ocupação mafiosa dos bairros pobres. Ocupação que usa a torpe justificativa de estar garantindo "segurança" contra os criminosos quando são eles próprios representantes do crime".
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