Sakamoto: Barbaridades de Bolsonaro em entrevista pouco importam a muitos eleitores
"O melhor para Bolsonaro é que, agindo como azarão e não representando nada além dele mesmo, não precisa ganhar nada. Por isso está livre para fazer o que for preciso para ganhar. Inclusive passar por cima da democracia ao afirmar que as eleições deste ano estão sob suspeição por falta do voto impresso", diz o jornalista
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247 - "Jair Bolsonaro falou uma montanha de barbaridades em sua entrevista no programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda (30)", diz o jornalista Leonardo Sakamoto. "Mesmo assim, Jair Bolsonaro provou que sua competitividade pode ser maior do que a expectativa de muitos que creem que ele murchará rapidamente assim que a campanha começar por conta de seus míseros sete segundos nos blocos de propaganda na TV".
De acordo com o jornalista, "não importa que demonstre não dominar nenhum proposta para as áreas de economia, de educação, de saúde, de ciência e tecnologia… Aliás, as soluções que dá aos problemas do país não sobreviveriam a uma sessão de interrogatório do coronel Brilhante Ustra, o finado torturadora çougueiro da ditadura, autor do livro que repousa, segundo Bolsonaro, em sua cabeceira".
"Ele se esquiva de perguntas e inventa números. Mas sabe se comunicar. Fala para uma parte dos extremistas o que eles querem ouvir. E conversa da maneira que uma parte menos radical dos eleitores entende, mesmo que discorde. Com isso, vai preenchendo medos, ansiedades e sensação de vazio com essa conexão. O conteúdo, nesse caso, é menos importante que a forma", continua. "A falta de resposta decente dos atuais governantes à necessidade de empregos e à garantia de segurança pública pode jogar o Brasil não mãos de qualquer um no ano que vem. Um ''salvador da pátria'' que demonstra orgulho por não ter apreço pelas instituições, por exemplo", complementa.
"O melhor para Bolsonaro é que, agindo como azarão e não representando nada além dele mesmo, não precisa ganhar nada. Por isso está livre para fazer o que for preciso para ganhar. Inclusive passar por cima da democracia ao afirmar que as eleições deste ano estão sob suspeição por falta do voto impresso. Mas a lisura do processo será questionada apenas se ele não ganhar, claro".
Leia a íntegra no Blog do Sakamoto
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