Ricardo Miranda: Toffoli tentou inventar o velório pós-mortem
Com suas omissões, Dias Toffoli e Sergio Moro "foram embalsamados na memória do povo. Não vão apodrecer, mas são desde já duas múmias da República", escreve o jornalista em seu blog; para ele, o medo de ver Lula livre e, com isso, seu apoio popular, "congelou o sangue" dos dois
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247 - O jornalista Ricardo Miranda escreve em seu blog que o ministro Dias Toffoli, do STF, ao liberar o ex-presidente Lula para ir ao enterro do irmão no mesmo horário do sepultamento, "tentou criar o velório pós-mortem". Para Miranda, com suas omissões, Dias Toffoli e Sergio Moro "foram embalsamados na memória do povo. Não vão apodrecer, mas são desde já duas múmias da República".
Os dois, diz ainda o jornalista, "passaram nesta triste quarta-feira, 30, por um processo de tanatopraxia. Não sei se foi doloroso para eles ter o sangue substituído por formol. Provavelmente, não. A dor ficou com o ex-presidente Lula".
"O medo de ver Lula livre, ainda que pelos minutos em que choraria ao lado do caixão a perda de um ente querido, o pavor de que pudesse discursar, reunir uma multidão, que o país assistisse as ruas, hoje mudas, se mexendo de novo, congelou o sangue que ainda existia nas veias de Moro e Toffoli", diz ainda.
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