Ricardo Miranda: Não se assuste se Bolsonaro abolir a redação do Enem
Jornalista Ricardo Miranda avalia que o Enem deu a estudantes a chance de discorrer sobre algoritmos, mídias sociais, manipulação, catarse cibernética; "Às vésperas de um governo de ultradireita, que defende a 'escola sem partido' e estimula o macarthismo por alunos, denunciando professores 'comunistas', não se surpreenda se acabar ou abolir a Redação das provas obrigatórias", diz Miranda
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Por Ricardo Miranda, em seu blog - A redação do Enem 2018 – o Exame Nacional do Ensino Médio, o maior vestibular do Brasil, utilizado para avaliar a qualidade do ensino médio no país e porta de entrada para acesso ao ensino superior em universidades públicas brasileiras – teve como tema a "Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet". O tema não surpreendeu professores, que apostavam em uma redação girando em torno de fake news, um dos temas mais polêmicos da campanha. Acabou sendo ainda mais amplo.
O Enem deu a estudantes – muitos certamente eleitores de Jair Bolsonaro – a chance de discorrer sobre algoritmos, mídias sociais, manipulação, catarse cibernética. Nada mais apropriado. O ditador eleito montou uma 'Fantástica Fábrica de Fake News', denunciada pela Folha de S.Paulo, nas mídias sociais e especialmente no Whatsapp, uma rede que gera muita confiança porque são pessoas próximas a elas que mandam as notícias.
O objetivo de Bolsonaro foi alcançado: fomentar uma grande campanha de ódio contra o PT nas últimas semanas da campanha e financiadas por empresários amigos do "mito". O TSE ficou petrificado. A Procuradoria-Geral da República, idem.
Quanto ao Enem, às vésperas de um governo de ultradireita, que defende a "escola sem partido" e estimula o macarthismo por alunos, denunciando professores "comunistas", não se surpreenda se acabar ou abolir a Redação das provas obrigatórias.
Leia o texto na íntegra no blog Gilberto Pão Doce.
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