Ricardo Miranda: Moro sobre um processo de miniaturização
Jornalista analisa o recuo do antes 'superministro' no episódio da ativista Ilona Szabó para um cargo de terceiro escalão no ministério e avalia que Sergio Moro, "por paradoxal que seja, agora que está perto do Planalto, que o frequenta, que é poder, está cada vez mais longe dele"
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247- O jornalista Ricardo Miranda avalia em seu blog, Gilberto Pão Doce, que o episódio da ativista Ilona Szabó, nomeada e depois desconvidada pelo ministro da Justiça, Sergio Moro, a um cargo de terceiro escalão na pasta, a suplência do Conselho de Políticas Criminais e Penitenciárias, "serve essencialmente para deixar a nu um fato por si só constrangedor".
"Convocado para ser um dos maiores troféus do medíocre ministério Bolsonaro, bibelô na penteadeira do novo governo, com direito ao título de superministro, emprestado também a Paulo Guedes, Moro, que tirou Lula do páreo e o prendeu sem provas interferindo diretamente no resultado eleitoral do país, elegendo o governo do qual faz parte, sofre um processo de miniaturização", diz ele. Moro recuou na nomeação após pressão da militância bolsonarista e provavelmente uma ordem do presidente Jair Bolsonaro e seus filhos.
"Moro fica porque não tem saída. Emprestou seu nome, alugou sua reputação, penhorou seu juízo, em nome de um provável projeto presidencial. Moro quer suceder Bolsonaro. Se negar, terá o mesmo valor das negativas que fez quando lhe perguntavam se um dia entraria na política. E por paradoxal que seja, agora que está perto do Planalto, que o frequenta, que é poder, está cada vez mais longe dele", continua o jornalista. Para ele, os projetos de Moro "serão trucidados no Congresso".
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