Ricardo Melo: autocrítica de Lula e Dilma sobre a mídia abre esperança

Em entrevista à TV 247, o presidente deposto da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), jornalista Ricardo Melo, critica o monopólio da mídia no Brasil e diz que, apesar da criação da EBC, durante a passagem do PT pelo Planalto, os governos Lula e Dilma perderam grandes oportunidades para fortalecer a comunicação pública no país; "Hoje o primeiro alvo do discurso é 'democratizar a mídia'. Deveria ter sido feito 13 anos atrás", diz ele; "A autocrítica que Lula e Dilma estão fazendo sobre a mídia nos abre uma esperança", acrescenta; Ricardo Mello também revela detalhes de como se recusou a colaborar com o golpe parlamentar que afastou Dilma Rousseff e interrompeu seu próprio mandato legal na EBC, que deveria prolongar-se por quatro anos  

Em entrevista à TV 247, o presidente deposto da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), jornalista Ricardo Melo, critica o monopólio da mídia no Brasil e diz que, apesar da criação da EBC, durante a passagem do PT pelo Planalto, os governos Lula e Dilma perderam grandes oportunidades para fortalecer a comunicação pública no país; "Hoje o primeiro alvo do discurso é 'democratizar a mídia'. Deveria ter sido feito 13 anos atrás", diz ele; "A autocrítica que Lula e Dilma estão fazendo sobre a mídia nos abre uma esperança", acrescenta; Ricardo Mello também revela detalhes de como se recusou a colaborar com o golpe parlamentar que afastou Dilma Rousseff e interrompeu seu próprio mandato legal na EBC, que deveria prolongar-se por quatro anos
 
Em entrevista à TV 247, o presidente deposto da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), jornalista Ricardo Melo, critica o monopólio da mídia no Brasil e diz que, apesar da criação da EBC, durante a passagem do PT pelo Planalto, os governos Lula e Dilma perderam grandes oportunidades para fortalecer a comunicação pública no país; "Hoje o primeiro alvo do discurso é 'democratizar a mídia'. Deveria ter sido feito 13 anos atrás", diz ele; "A autocrítica que Lula e Dilma estão fazendo sobre a mídia nos abre uma esperança", acrescenta; Ricardo Mello também revela detalhes de como se recusou a colaborar com o golpe parlamentar que afastou Dilma Rousseff e interrompeu seu próprio mandato legal na EBC, que deveria prolongar-se por quatro anos   (Foto: Aquiles Lins)


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247 - Em entrevista exclusiva à TV 247, o jornalista Ricardo Melo, que foi o último presidente da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) no governo Dilma Rousseff, faz uma discussão em profundidade sobre monopólio da mídia no Brasil. Denuncia a TV Globo e a atuação do governo Michel Temer.

Faz ponderações importantes sobre o emprego das mídias sociais como instrumento para a geração de ódio e preconceito. Melo também lembra que, durante a passagem do PT pelo Planalto, os governos Lula e Dilma perderam grandes oportunidades para fortalecer a comunicação pública no país. "Hoje o primeiro alvo do discurso é 'democratizar a mídia'. Deveria ter sido feito 13 anos atrás."

Afastado da presidência da EBC numa das primeiras medidas de Temer após o golpe que afastou Dilma ("quartelada parlamentar", define), na entrevista Ricardo Melo rebate as críticas a formação da EBC veiculadas pelo mais recente presidenciável tucano, o governador Geraldo Alckmin, que chegou a falar em sua extinção. "Embora digam que a EBC não vale nada, que não tem importância nem dá audiência, a primeira coisa que o Temer fez naquele momento (após o golpe) foi usar sua artilharia na Empresa Brasil de Comunicação".

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Referindo-se a cobertura dos meses anteriores a deposição de Dilma, que exibiu tanto as passeatas a favor do impeachment contra a Dilma, como as manifestações pela resistência, ele avalia que a EBC desempenhou um "papel que nenhuma outra emissora ou órgão de difusão pública" foi capaz de assumir. Além de entrevistar lideranças de várias fatias do espectro político -- citou o atual chanceler Aloysio Nunes Ferreira --, os programas da emissora também deram voz para lideranças do movimento popular, como Sem-Terra, Sem-Teto e União Nacional dos Estudantes.

"Fomos o primeiro alvo," resume. Além de dar novos detalhes sobre uma audiência na qual o ministro-chefe da Casa Civil Eliseu Padilha fez uma sondagem que poderia encerrar-se com a oferta de um novo cargo no governo -- desde que concordasse em abrir mão da presidência da EBC -- Ricardo Mello explica uma atitude que ajudou a definir uma linha de não-colaboração com o golpe que afastou Dilma e interrompeu seu próprio mandato legal, que deveria prolongar-se por quatro anos.

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"A gente tem compromisso com princípios. Fui nomeado para fazer comunicação pública. Acreditava, acredito e acho necessário. Nós sabíamos quais eram as intenções desse governo".

De volta a EBC, depois que o ministro do STF Dias Toffoli reconheceu a ilegalidade de seu afastamento, Ricardo Mello enfrentou críticas e pedidos de explicação pela decisão de divulgar uma entrevista com Dilma Rousseff feita pelo jornalista Luiz Nassif. Ele ironiza: "Dilma era notícia na capa do New York Times, na capa do El País, estava em todas as agências do mundo. Só não era notícia na TV brasileira."

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Num ponto importante do depoimento ele afirma que "o governo Lula e o governo Dilma sempre tiveram se lixando para a comunicação pública. Convidar ministros para falar (em programas da EBC) era uma dificuldade." Em sua avaliação, a "comunicação pública não foi levada a sério como está sendo levada hoje. O governo ficou naquele namoro com a Globo e com as grandes empresas. A Globo só ficou esperando a hora de dar o bote, e deu o bote na hora do golpe".

Na parte final da entrevista, quando discute os rumos do país, Ricardo Melo reconhece: "a autocrítica que Lula e Dilma estão fazendo sobre a mídia nos abre uma esperança".

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