Reinaldo diz que Moro espanca a língua portuguesa

Jornalista Reinaldo Azevedo afirma que na entrevista (com Pedro Bial) "o ex-juiz fez questão de falar a palavra 'cônjuge'. O entrevistador, então, fez uma brincadeira com o vídeo que se tornou um viral em que o ministro, durante audiência na Câmara, fala e repte a palavra "conge" — ou 'cônji', sabe-se lá. Não foi o único erro daquela fala, não. Ele também deu o exemplo de uma pessoa que cometesse um assassinato 'SOBRE violenta emoção'", acrescentou

Reinaldo diz que Moro espanca a língua portuguesa
Reinaldo diz que Moro espanca a língua portuguesa (Foto: Dir.: Fabio Pozzebom - ABR)


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247 - "Sérgio Moro e a língua portuguesa não são parceiros amistosos", diz o jornalista Reinaldo Azevedo em seu blog no Uol.

"No começo da madrugada desta quarta, foi ao ar a entrevista que Moro concedeu a Pedro Bial, na Globo. Num dado momento, e não pareceu combinado, o ex-juiz fez questão de falar a palavra 'cônjuge'. O entrevistador, então, fez uma brincadeira com o vídeo que se tornou um viral em que o ministro, durante audiência na Câmara, fala e repte a palavra "conge" — ou 'cônji', sabe-se lá. Não foi o único erro daquela fala, não. Ele também deu o exemplo de uma pessoa que cometesse um assassinato 'SOBRE violenta emoção'", acrescentou.

De acordo com o jornalista, "a verdade é que o doutor espanca a nossa língua sem piedade". "Na entrevista, referindo-se a Rodrigo Maia, disparou: 'No fundo, essas RUGAS pontuais, em política, podem acontecer'… Sim, o ministro queria dizer 'RUSGAS'. O nome disso? Falta de leitura, de cultivo intelectual, de formação. Bial certamente percebeu, mas deixou passar.

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"Não foi só isso. Moro disparou pelos menos três vezes 'haviam' no sentido de 'existiam', verbo que as pessoas que fizeram um ensino médio eficiente sabem ser impessoal. 'Haver', nesse caso, não tem sujeito. O seu complemento é um objeto direto. Por isso não dizemos 'Hão pessoas', mas 'há pessoas'; logo, jamais 'haviam pessoas', mas 'havia'. Espero ter sido claro. O ministro não tem o direito de repetir a bobagem".

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