Próxima edição de Charlie terá charges de Maomé

"Nunca vamos ceder. Se não, nada disto teria sentido", disse o advogado e colaborador do semanário Richard Malka; a primeira edição do jornal depois do atentado que matou 12 pessoas, na última quarta-feira 7, sairá com 1 milhão de exemplares

Foto de arquivo da sede do jornal satírico francês Charlie Hebdo em Paris. 09/02/2006 REUTERS/Regis Duvignau
Foto de arquivo da sede do jornal satírico francês Charlie Hebdo em Paris. 09/02/2006 REUTERS/Regis Duvignau (Foto: Gisele Federicce)


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Da Agência Lusa

A próxima edição do semanário satírico francês Charlie Hebdo, nas bancas a partir de quarta-feira (14) – a primeira depois do atentado, vai incluir caricaturas de Maomé e sairá com 1 milhão de exemplares.

O advogado da publicação, Richard Malka, garantiu à Radio France Info que a revista vai incluir outras sátiras sobre políticos e religiosos. "Nunca vamos ceder. Se não, nada disto teria sentido", disse o advogado e colaborador do semanário, onde dois homens armados mataram na quarta-feira (7) 12 pessoas, oito delas jornalistas, supostamente em represália à publicação de caricaturas do profeta do Islã.

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No domingo, 3,7 milhões de pessoas manifestaram-se na França contra o terrorismo.

O jornal Charlie Hebdo , cuja tiragem habitual é de 60 mil exemplares, sairá quarta-feira com 1 milhão e será traduzido em 16 idiomas, informou um dos caricaturistas, Patrick Pelloux.

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"Terá uma difusão excepcional como gesto de vida e sobrevivência", acrescentou Malka. Para o advogado, o lema tornado popular depois dos atentados "Eu sou Charlie" é um "estado de espírito, que também quer dizer o direito à blasfêmia" e, por isso, a nova edição vai incluir caricaturas de Maomé.

Os jornalistas do semanário satírico estão trabalhando nos escritórios do diário Libération, protegidos por considerável aparato policial.

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