Proposta do Senado tira Moro das eleições de 2018

De acordo com texto aprovado no Senado, juízes e promotores que quiserem concorrer às eleições agora terão de deixar a função dois anos antes do pleito e só a partir deste prazo poderão se filiar a partido político; em termos práticos: o Juiz Sérgio Moro só poderá ser candidato se deixar de atuar na Operação Lava Jato até outubro, lembra Fernando Brito, do Tijolaço; o mesmo vale para o procurador Rodrigo Janot

De acordo com texto aprovado no Senado, juízes e promotores que quiserem concorrer às eleições agora terão de deixar a função dois anos antes do pleito e só a partir deste prazo poderão se filiar a partido político; em termos práticos: o Juiz Sérgio Moro só poderá ser candidato se deixar de atuar na Operação Lava Jato até outubro, lembra Fernando Brito, do Tijolaço; o mesmo vale para o procurador Rodrigo Janot
De acordo com texto aprovado no Senado, juízes e promotores que quiserem concorrer às eleições agora terão de deixar a função dois anos antes do pleito e só a partir deste prazo poderão se filiar a partido político; em termos práticos: o Juiz Sérgio Moro só poderá ser candidato se deixar de atuar na Operação Lava Jato até outubro, lembra Fernando Brito, do Tijolaço; o mesmo vale para o procurador Rodrigo Janot (Foto: Roberta Namour)


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Por Fernando Brito 

As escaramuças continuam entre os poderes da República continuam.

Na noite passada, o Senado aprovou com folga (47 votos a favor e 9 contra) uma regra de “quarentena” para juízes e promotores que desejem disputar eleições.

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Até agora, eram apenas seis meses, mesmo prazo abreviado para a filiação a partido, que no caso dos demais cidadãos é de um ano.

Juízes e promotores que quiserem concorrer, segundo propõe o Senado, agora terão de deixar a função dois anos antes do pleito e só a partir deste prazo poderão se filiar a partido político.

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— Serão dois anos para se filiar e depois mais um ano para se candidatar — explicou o senador  Romero Jucá, relator do projeto.

Em termos práticos: o Juiz Sérgio Moro só poderá ser candidato se deixar de atuar na Operação Lava Jato até outubro.

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Idem para Rodrigo Janot.

Três anos sem caneta certamente são capazes de reduzir Batmans a morceguinhos.

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Estão aí o ex-presidente do Supremo, Joaquim Barbosa, e seu twitter para mostrar-nos.

O Senador Fernando Collor, “mordido” com as apreensões espalhafatosa de ontem, foi ao paroxismo: queria  oito anos de “quarentena”, o que é, claro, um exagero. Depois, baixou para quatro, mas acabou derrotado, embora o espírito da medida tenha sido preservado.

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É claro que a  definição legal do “sossega, Doutor” ainda precisa passar pela Câmara, mas não será fácil, pelo resultado, reacender o “ardor eleitoral” de Suas Excelências.

Ou, se o fizer, ele terá de ser escancarado por um abandono imediato dos cargos.

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O que, claro, seria um duro golpe na credibilidade de tudo o quanto vêm fazendo até agora.

A aprovação da “megaquarentena”, de qualquer, foi um sinal de que os confrontos entre MP, Judiciário e o Congresso vão ganhar tamanho.

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E não demora.

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