Presidente da ANJ exalta governo Macri
Carlos Fernando Lindenberg Neto, diretor-geral da Rede Gazeta do Espírito Santo e presidente da ANJ - Associação Nacional de Jornais, saúda a decisão do novo governo argentino de modificar a lei dos meios de comunicação do país, “criada com o claro objetivo de intimidar a mídia não alinhada ao kirchnerismo”
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247 - Presidente da ANJ - Associação Nacional de Jornais, Carlos Fernando Lindenberg Neto, diretor-geral da Rede Gazeta do Espírito Santo, exaltou o governo Macri.
Segundo ele, a decisão do novo presidente argentino de modificar a lei dos meios de comunicação do país, “criada com o claro objetivo de intimidar a mídia não alinhada ao kirchnerismo”, é prenúncio de novos tempos na América Latina. Leia abaixo:
A decisão do novo governo argentino de modificar a lei dos meios de comunicação do país, criada com o claro objetivo de intimidar a mídia não alinhada ao kirchnerismo, é prenúncio de novos tempos na América Latina. A Lei de Mídia tinha o evidente propósito de enfraquecer um específico grupo de comunicação, o Clarín, mas simboliza todo o autoritarismo estatal que vinha dominando a Argentina.
Aqui mesmo no Brasil, volta e meia surgem vozes defendendo o que se convencionou chamar de "controle social da mídia", como se não tivéssemos regras constitucionais para o setor de comunicação e para o exercício responsável da liberdade de imprensa.
Temos ainda, na legislação ordinária, ampla e detalhada regulamentação para as empresas de radiodifusão. De forma geral, o pretendido "controle social da mídia", aqui ou em qualquer outro lugar, esconde o inconformismo dos eventuais donos do poder governamental com o jornalismo independente.
Nossa democracia, construída progressivamente ao longo das últimas décadas, não abriu espaço para atalhos autoritários, com a Lei de Mídia, e tem sido exercida, mesmo nos momentos difíceis que atravessamos, com o permanente fortalecimento das instituições.
Recentemente, por exemplo, o Congresso aprovou e o governo sancionou lei que regulamenta o direito de resposta, direito constitucional e democrático, inquestionável, complementar à liberdade de imprensa. A ANJ (Associação Nacional de Jornais) considerou inadequados alguns dispositivos da lei e tomou a iniciativa de questioná-los no Supremo Tribunal Federal.
Isso tudo vem transcorrendo sem o histrionismo e a excitação ideológica que caracterizaram o kirchnerismo derrotado por Mauricio Macri.
A permanente pregação do confronto e a divisão da nação entre "bons" e "maus" são características históricas dos regimes autoritários, à direita e à esquerda, e nunca resultaram, a médio e longo prazos, em benefícios para os cidadãos.
O autoritarismo dos governos que atacam a liberdade de expressão geralmente também está presente em outras áreas.
Nos últimos anos, houve na Argentina interferência governamental exagerada no controle da economia, o que impediu a livre iniciativa de exercer toda a sua capacidade geradora de crescimento e de empregos. Um dos símbolos desse controle exacerbado foi a série de normas restritivas no mercado do câmbio de moedas.
Outro emblema eloquente dos descaminhos obscurantistas do governo argentino derrotado nas urnas foi a desmoralização do Instituto Nacional de Estatísticas, cujos indicadores econômicos inconfiáveis e sem transparência evidenciavam toda forma de manipulação.
O que ficou para trás na Argentina é exemplo de um tempo conturbado, de nuvens e trovoadas, que não deve ser seguido.
As mudanças pretendidas pelo novo governo, a começar pelo respeito ao direito supremo dos cidadãos de serem livremente informados, sem interferência governamental, apontam para um clima mais ameno e desarmado, que facilitará os entendimentos próprios das verdadeiras democracias.
Os desafios são imensos, com percalços e sacrifícios, em face de política implementada pelo kirchnerismo. O caminho indicado por Macri, todavia, nos deixa otimistas.
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